15 de dezembro de 1517

Querido Diário!
Desculpa não te ter escrito durante alguns dias, mas os preparativos da barca foram muito cansativos. Porém aqui estou eu a contar-te o que se tem passado.
Neste momento, estou na passagem infernal, a caminho da nossa maravilhosa, ou melhor, da nossa ardente terra do inferno, a caminho de casa…
Sabes, não estou feliz… Se bem que já tenha na minha barca um fidalgo de solar, um sapateiro, um onzeneiro, uma alcoviteira, um frade e a sua amante, um corregedor, um enforcado e um judeu com um bode, para levar para as terras de Lúcifer, eu sinto que me falta algo. Tal tem acontecido desde algumas viagens para cá. Sinto um aperto no peito e ando a desconfiar que seja a ausência da comandante do lado.
Ah! Meu querido diário, ajuda-me!
Ela é a minha inimiga natural!
Como poderei sentir tal coisa? Será amor? Amor num diabo? Isto é muito mau! Mas não consigo evitar! São saudades…
Será que ela sente o mesmo por mim? Ai! Ai!
Até fiz um poema… olha só:
Anjinha do meu coração,
O meu desejo era que pecasses,
Para que um dia
Ao pé de mim ficasses!
Isto não é normal! Que sentimento é este? Ou melhor, que doença é esta?
Mas ,pronto, amanhã é um novo dia e talvez já não me lembre desta parvoíce!
Tem uma boa noite!Até à próxima, amigo!
Beatriz, 9.ºA
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