quinta-feira, 6 de junho de 2013

Diário do Noé

Olá! Eu sou o Noé e tenho 14 anos.

Hoje, dia 27 de janeiro de 2128, estou em casa, por mais incrível que pareça. Sou um jovem ambicioso e, sinceramente, já estou farto da mesma rotina! Todos os dias à noite saio com os meus amigos e os meus pais estão sempre a dizer-me “Nós quando tínhamos a tua idade não saímos todos os dias à noite!”. Mas, pronto…
Foi a liberdade que me deram e que eu usei e abusei. Agora, não quero outra coisa!

Ando com uma rapariga diferente quase todos as semanas, vou para grandes festas todos os fins-de-semana e o meu grande sonho era ir visitar o planeta Terra da Via Láctea. Estou farto do país, planeta, galáxia... onde vivo. Nunca mais chega a hora de eu ter os meus estudos todos completos, para sair deste país para fora!!!

O meu país, o “Paradise”, é o mais avançado em termos das tecnologias, mas a rotina acaba por se tornar cansativa. O meu planeta “Believe” é sempre a mesma coisa: todos os dias, à hora do jantar, ouço uma descoberta nova que alguém fez e, seja em que parte do planeta for, imitem sempre em todos o país a notícia...

Desculpem! Na última vez que me dirigi a todos vós, não terminei o meu pensamento. Recebi uma chamada e não consegui acabar o que estava a escrever. Agora, vou continuar a desabafar! Já passou um mês desde a última vez que comecei a escrever… Nada mudou e tudo está sempre igual.
Passaram os anos...
Hoje, fui a mais uma festa, à minha festa de aniversário! Completei hoje 20 anos! Esta noite foi mesmo para esquecer. Estive com tantas, mas tantas raparigas que não me lembro do nome delas. Foi uma noite em grande! Já acabei os meus estudos da faculdade, consegui acabar o curso de economia e , neste momento, vou  procurar trabalho.  Trabalho é o que não falta por aí, apenas tenho de escolher o sítio onde me possam pagar melhor.
Olá, outra vez!

Hoje, dia 23 de março de 2139, encontro-me eu agora com 25 anos. Nestes últimos cinco anos, muitas coisas aconteceram! Os meus pais tiveram um grande acidente de carro e faleceram, deixando-me sozinho no mundo. Nessa altura, parece que o meu mundo desabou e parecia estar perdido neste mundo, sem saber o que fazer. Então, decidi fazer uma viagem ao meu planeta de sonho. Sou sincero… aquela pressa que eu tinha para crescer, desapareceu!!! Estou profundamente arrependido, porque, mal cresci, as pessoas que mais amava neste mundo foram embora. Tentei refugiar-me nas drogas e no álcool, mas já nem isso fazia sentido. As noites, que vivia em pura loucura, nem elas mesmo faziam sentido. Se o arrependimento matasse!!! Ai como me arrependo de tudo o que fiz!!! E todas aquelas raparigas com quem eu andei só por andar? Estou tão triste com as atitudes parvas que tomei! Agora, acho que conheci uma rapariga diferente de todas as outras. Ela é estranha! Parece-me que tem um mistério dentro dela. Há alguma coisa me cativa nela. Só que ela não quer saber de mim para nada... Eu sou um simples estranho que entrou na vida dela. Ela já foi menina de o dizer. Eu já tentei algo mais com ela, mas ela recusou. Diz que eu ando com todas. Agora vejo que se devem valorizar as mulheres e não se devem tratar como “comida”. Acho que percebi isso tarde demais…

Olá, de novo! Aqui estou eu mais uma vez e nada me poderia correr melhor! Lembram-se da tal rapariga de quem falei e por quem estava interessado? Pois bem… já namoramos e hoje percebo o que é “amar”. Ela é muito importante para mim e é a melhor pessoa que tenho na minha vida. É aquela que eu quero para sempre ao meu lado. Acho que encontrei a “minha mulher”. Sempre ouvi dizer “depois da tempestade vem a bonança” e parece que é mesmo a verdade.

Mais uma vez, aqui e agora, venho lamentar-me. Tenho 39 anos e perdi hoje a mulher da minha vida. Foi vítima de um tiroteio. Uma bala atingiu-a na zona do coração. Foi socorrida, mas os paramédicos nada conseguiram fazer para a salvar. Uma pessoa já não pode andar sozinha na rua, porque está sujeita a uma coisa destas. Estou mesmo desgostoso e já não quero viver mais! Jamais escreverei, porque perdi todas as forças que ainda me restavam…

Moral: Ama o que tens, antes que a vida te ensine a amar o que tinhas.
Matilde, 8.ºA
 
O retrato da princesa

        Era uma vez um príncipe que não achava mulher que lhe agradasse. Um dia foi a uma feira e viu lá o retrato de uma menina tão linda, tão linda que mal pôde imaginar-se ao lado de tanta beleza. Inquieto e curioso, o príncipe perguntou a vários feirantes quem era a rapariga do retrato, mas ninguém quis responder-lhe, temendo que a jovem viesse a ter algum castigo, fruto de alguma desobediência cometida. Logo que chegou ao palácio… olhou para uma das inúmeras janelas do palácio e viu, numa delas, uma princesa tão linda que lhe agradou imenso.
         A princesa penteava os seus compridos e belos cabelos, que brilhavam ao sol. O príncipe olhou para ela e, vendo tão rara beleza, logo se encantou por aquela mulher. Também a princesa se apaixonou pelo príncipe….
        No dia seguinte, o príncipe declarou-se à princesa, depois de terem falado no jardim real.
       Os dias foram passando e o príncipe e a princesa, naquelas conversas demoradas, começaram a namorar.
       Passado um ano, os dois amados decidiram casar e fazer a lua-de-mel na Índia.
       Dez meses depois, a princesa ficou grávida. Nasceu um menino muito belo que era a delícia de todos os que viviam naquele palácio.
       O principezinho foi crescendo e os pais foram ficando velhos. Entretanto também ele arranjou uma princesa do seu agrado, com quem casou e de quem teve uma filha.
                                                                            Marlene Silva, 8.ºA

Vasco da Gama despede-se dos seus familiares em Belém





 

8 de julho de 1447
Ontem, 8 de julho, foi o grande dia! Foi o dia em que começou a nossa viagem até à Índia.
Durante a manhã, e depois de termos as naus já aparelhadas para a viagem, comemos, bebemos e descansámos. Entretanto, chegou a hora da despedida daqueles que nos eram mais próximos. Saímos do Tejo por volta das duas horas da tarde. O mar estava calmo, o vento favorável à navegação e o céu limpo e azul como a água do mar.
As naus saíram carregadas de produtos nacionais, tais como mel, cortiça, madeira, vinho, entre outros.
Hoje, 9 de julho, eu e a tripulação continuamos a navegar no gigante azul. À medida que vamos rasgando o mar rumo ao Oriente, a nossa costa vai desaparecendo no horizonte longínquo. A tripulação está motivada, pois sabe que, se encontrarmos o caminho marítimo para a Índia, seremos eternamente recordados e jamais cairemos nas águas do esquecimento. Embora receosos das lendas, em que monstros engolem as tripulações, o desejo de aventura e a ânsia de descoberta fazem-nos continuar.
Os motivos que nos levam a embarcar em tal aventura e a pôr em risco a nossa vida são a economia e a religião. Desejamos vivamente iniciar relações económicas com a Índia e expandir a fé cristã.
Bom, confesso que o meu coração se encontra bem apertado como se fosse o de uma pequena ave aflita, quando aprisionada pelo seu dono. As proas das nossas naus sulcam lentamente as águas até agora calmas e límpidas. Espero que continuem boas condições atmosféricas e que a tripulação continue motivada. A motivação é a porta para o sucesso da nossa missão. Oxalá Deus nos ajude a chegar, sãos e salvos, cumprindo os desígnios do nosso rei, Dom Manuel. 
José Veloso, 9.ºB

Vasco da Gama na ilha de Natal

                                                            Ilha de Natal, 25 de dezembro d 1447

Querido diário!

Quero contar-te algumas das aventuras por mim vividas durante a viagem. Sabes que eu quase morria, devido a perigos que se colocaram à frente dos meus olhos!
Estava um dia suave, o céu mostrava toda cor azul que o carateriza, o mar encontrava-se calmo e sol agradável aquecia os nossos corpos. Entretanto algumas nuvens negras apareceram e escureceram todo o céu.
Comecei a ficar assustado! Uma tempestade estava para se formar. A minha nau começou a partir-se aos poucos, graças à força do vento. Eu, capitão-mor desta nau, não sabia o que havia de fazer.
Então, ajoelhei-me a pedir ajuda a Deus. Eu olhava à minha volta e não sabia o que fazer. Só conseguia pensar na minha família.
O perigo era tão grande que, quando dei por mim, estava a falar comigo próprio, procurando respostas para tantas desventuras.
Ficámos na Angra de S. Brás, esperando que tudo acalmasse.
A deusa Vénus veio em nosso auxílio e pediu às ninfas para acalmarem os ventos. A tempestade foi apaziguada, mas ainda não podíamos continuar a viajem.
Este dia ficou gravado na minha memória, pois fez-me pensar nos perigos que ainda podiam surgir, até chegarmos ao nosso destino.
Depois de tudo acalmar, segui viagem para a próxima terra, chamada ainda hoje de Natal, em memória à data em que lá cheguei, 25 de dezembro.
Ao chegar a esta terra, senti uma enorme tristeza e saudade da minha família, porque era dia de Natal, um dia que deveria ser celebrado com todos aqueles que amamos.
Bem, continuei viagem, mas sempre a pensar na minha família.

Querido diário, todas estas aventuras marcaram-me profundamente e serão eternamente relembradas por todos aqueles que vierem a ler este diário de bordo.
Catarina, 9.B
 Calecut

Quando avistei aquele lugar deslumbrante senti um grande orgulho e felicidade. Todos os marinheiros aclamaram “vivas” por termos conseguido fazer aquela viagem tao tenebrosa e perigosa. Enfim, … Confesso que passámos grandes sacrifícios no mar e também muitas privações. 

Eu dei, sempre que possível, coragem aso meus marinheiros e dei-lhes alento para continuarmos naquela aventura de chegarmos a Calecut.

Assim, ao ver esta terra “estranha”, com pessoas diferentes das nossas, senti uma curiosidade em estar em contato com elas: saber a sua língua, a sua cultura e os seus costumes. Esta gente “estranha” recebeu-nos muito bem apesar das nossas diferenças.

Os meus marinheiros exploraram, de imediato, aquele lugar que parecia mágico e que convidava à descoberta.
Ah! Como foi admirável saborear aquela vitória da descoberta do povo lusitano.

Francisca Alves 9ºD, nº14

terça-feira, 4 de junho de 2013

                                                  Cabo da Boa Esperança, 22 de Novembro 1497

     Meu amigo e fiel diário!

     Hoje, foi um dia deslumbrante, apesar de ter sido muito trabalhoso, para um simples marinheiro! O dia revelou-se especial, porque nós conseguimos dobrar o Cabo da Boa Esperança.
     Sim, depois de muito sacrifício, lá ultrapassámos aquele monstro gigantesco. Confesso que estou feliz por ter desvendado aquelas lendas que nunca existiram, por exemplo monstros de 3 ou mais cabeças que engoliam as naus…
     Agora sabemos que há mais terras para além daquele cabo!…
Mas digo-te, meu querido amigo, eu bem como todos os marinheiros sentimos muito medo, pois acreditávamos nessas lendas que nunca existiram. Mas o povo português é aventureiro e não desiste do seu propósito de alcançar aquela terra tão desejada, a Índia. Eu e todos os meus colegas tivemos fé! Acreditámos e conseguimosJ
    Sabes, eu, apesar de ser um marinheiro insignificante, acho que vamos alcançar o nosso objetivo. Já passámos por muitas terras, não desistimos de nada e não vai ser agora que vamos abandonar o desejo de descobrir o caminho marítimo para a Índia.

Liliana, 9.ºD

Diário de Vasco da Gama, capitão-mor da 1ª armada europeia que atingiu a Índia pelo Cabo da Boa Esperança.

                                                                                 Rio dos Bons Sinais,
                                                                                  24 de janeiro de 1498

Meu querido e fiel diário!

Hoje, o nosso dia foi muito bom e eu sinto-me muito feliz por termos conseguido chegar a este porto seguro! Neste momento estamos no Rio dos Bons Sinais e, pela primeira vez, conseguimos entrar em contacto com pessoas de outras crenças. Aqui eles não acreditam em Cristo e seguem uma Bíblia diferente da nossa, o Corão. São os primiros povos islamizados que conhecemos.
         Não te vou mentir, meu fiel amigo,… Todos nós estávamos um pouco receosos em vir para estes locais desconhecidos! Tínhamos receio do que poderíamos passar nestes sítios, porém, ao entrar em contacto com esta gente amistosa, as nossas expectativas para esta aventura melhoraram muito! Até fizemos trocas comerciais e provamos as suas deliciosas iguarias! Mas, não nos iludiremos, porque sabemos bem que nem todas as pessoas são assim! É certo que, noutros portos, a nossa vida não será tão fácil como aqui foi! Mas, como eu sempre digo, vamos esperar para ver!
        Bem, já está a ficar tarde e eu tenho que dormir… Amanhã tenho muitos condimentos, oferecidos por estes habitantes, para carregar para a nau… Vai ser um trabalho e peras!

Eduarda, 9.ºD

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Vasco da Gama algures perto de Mombaça

            Olá, meu querido diário!

Cansados, doentes, fartos, enfim… assim se encontram todos os membros da minha tripulação. Parece-me até que não é desta que nos vamos recompor…
           Hoje, foi um dia muito cansativo, um daqueles dias para esquecer: chegámos a Mombaça!!!
           À chegada, vimos partir alguns batéis com marinheiros nossos que rumaram até a esta terra desconhecida. Alguns habitantes locais ofereceram-nos logo ajuda, indicando-nos um bom piloto, para nos guiar até à Índia.
           No princípio, os homens daquelas ilhas pareciam-nos inofensivos, amáveis e nunca indignos da nossa amizade. Porém, tudo isto era demasiado bom, para ser verdade! Apercebemo-nos de tal coisa, quando fomos à praia mais próxima, com a intenção de buscar o piloto que nos foi prometido. Aí, receberam-nos em som de guerra, lançando setas contra nós. Felizmente, ninguém morreu!
           Defendemo-nos desse povo e seguimos para os batéis. Assim que chegámos às naus, o rei mostrou-se arrependido (arrependimento este que mais tarde descobrimos que era falso), propondo-nos paz. Fiquei bastante duvidoso! Como tal mandei dois marinheiros a terra, para verem se lá havia realmente cristãos. Regressaram muito contentes, pois viram um sacerdote de joelhos, diante de um altar. Estes homens trataram-nos com muita bondade e simpatia.
          As naus estavam a entrar na barra, quando, de repente, uma força incrível se soltou da maresia. Perante tais perigos naturais, fomos obrigados a desistir de prosseguir.
        Neste instante, o tal piloto, dado pelo Rei, lançou-se ao mar e nesse momento apercebemo-nos da armadilha em que cairíamos. Se tivéssemos a navegar seríamos chacinados.
         Agora, só temos de agradecer a Deus, por nos ter alertado para a cilada, que aquele povo traiçoeiro nos estava a preparar. Temos, também, rezar à divina Providência para nos ajudar a chegar à Índia ou a um porto de abrigo amigo, pois o nosso cansaço já é muito!
         Dorme bem, porque eu farei o mesmo!
                                                                      Ana Lúcia Marinho da Silva Nº2 9ºA

 

Primeiras impressões do Gama na Terra da Boa Gente

                                                                        11 de janeiro de 1498, Terra da Boa Gente

          
            Hoje, dia 11 de janeiro de 1498, chegámos a mais uma terra, a “ Terra da Boa Gente”.

Como o próprio nome indica, é uma terra de boa gente, onde as pessoas se conhecem todas e são todas amigas umas das outras.
            É uma terra pequena e aqui o clima não é lá muito agradável. As pessoas andam sempre muito agasalhadas para não se constiparem.
            Vou permanecer na Terra da Boa Gente precisamente 8 dias e durante este tempo pretendo conhecer melhor o povo. Já vi que o povo é muito humilde e respeitador, sempre pronto a ajudar.
            Nesta terra há um pequeno bar, onde os homens passam as suas tardes a jogar às cartas, a comer e a beber. Confesso que, durante a tarde, visitei esse bar e aí conheci algumas pessoas. Quando eles me viram a entrar, ficaram todos com curiosidade para saber quem eu era, pois nunca me tinham visto por aquelas bandas.
            Então eu apresentei-me! Disse que me chamava Vasco da Gama, que andava à descoberta de novas terras e que já tinha passado por muitas aventuras em alto mar.
            Eles, muito curiosos, quiseram que eu lhe contasse algumas das minhas histórias e descobertas, por isso mandaram-me sentar à beira deles, para lhes contar tudo.
           Depois convidaram-me para jogar às cartas, mas claro que eu disse logo que não, pois nunca tinha jogado da forma como eles jogavam e ia perder quase de certeza. Entretanto convenceram-me e eu joguei com eles. Essa também era uma boa maneira de passar o tempo e de os conhecer melhor.
            Ah! Ah! Ah! Como eu já suspeitava, perdi no jogo, mas, não obstante esse desaire, foi divertido passar aquele tempo com eles.

            E foi assim que passei o dia de hoje…
            Quando tiver de partir, levarei saudades daqui!
            Amanhã, bem cedinho, continuarei a explorar esta terra, irei tomar contacto os costumes desta gente tão afável e, quem sabe, se não tenho a sorte de levar um piloto comigo, para me auxiliar em alto mar na procura de novas terras!

                              Tânia, 9.A

O encontro com o gigante Adamastor

                                                                                                      22 de novembro de 1497

            Olá meu amigo marujo!
            Hoje foi um dia muito cansativo para toda a tripulação, mas especialmente para mim.
            Depois de termos ancorado na baía de Santa Helena, local onde conhecemos outros povos, aos quais dignámos contar a nossa história, estes também nos contaram lendas maravilhosas sobre o mar e a terra. Foram momentos bem passados!… O clima era excelente e habituámo-nos rapidamente a ele; as terras eram férteis e estes povos, apesar de pouco desenvolvidos, sabem retirar o melhor que a terra lhes dá. Mas pouco tempo estivemos lá, pois o futuro esperava-nos e a felicidade acabou depressa.
           Eu, como capitão-mor desta armada, que pretende atingir a Índia pela rota do Cabo das Tormentas, agora mais conhecido por Cabo da Boa Esperança, fui confrontado com tal gigante. Quando tal coisa aconteceu, vi-me num tremendo desespero, pois não sabia nem por sombras o que realmente me esperava. A lenda dizia que, naquele preciso local, o mundo acabava, mas a minha tripulação estava preparada para isso e muito mais. A maior parte deles tinha mulher e filhos, porém a curiosidade e a coragem falava mais alto e nunca desistimos!
            O Adamastor, falado também nessa lenda, era um monstro ou mais que isso, um ser inimaginável aos olhos do ser humano. Este, segundo os nativos anteriormente visitado, era um ser robusto e vigoroso, que se mostrava no ar. A sua face detinha uma barba suja de algas e os seus olhos eram encovados e demonstravam a sua personalidade medonha.
            Mas eu, Vasco da Gama, não demonstrei o meu medo e fúria ao aproximar-me do cabo, porque a minha tripulação é a minha família e não podia fazê-los sofrer ou duvidar do seu destino.  
            No preciso momento em que estava a passar pelo Cabo das Tormentas, um enorme vulto surgiu na popa do navio. Não se conseguia ver ao certo o que era, mas seria decerto o famoso Adamastor. Uma tempestade se ergueu perante nós e lá estava ele a assombrar-nos, até que se resolveu… Nesse momento, o meu coração deixou de trabalhar, os meus pulmões de respirar e o meu cérebro não sabia o que fazer. Mas, no momento seguinte, aconteceu precisamente o contrário! Tudo funcionava a uma velocidade espantosa, por isso decidi-me finalmente.
            Mandei a tripulação fazer o mais indicado para esse momento e ela, como sempre, fê-lo sem vacilar. Aquele monstro quase nos afundou…
             Porém passamos esse desafio, sãos e salvos! Estávamos tão felizes e a adrenalina estava à flor da pele... Até que, de repente, deparámo-nos outra vez com o tal colosso, mas agora mesmo à frente da nossa proa. Todavia, contrariamente a tudo aquilo que se dizia, ele era uma onda gigantesca que ocorrera ali. Esta foi a mais difícil de combater, no entanto ultrapássmos todas aquelas desventuras.

            A minha família estava de novo nas minhas mãos! Conseguimos, então, ultrapassar o desafio mortal. Agora sim, a nossa felicidade era permanente, a festa começara…

            Já é de noite e estou muito cansado. Pretendo parar uns dias num porto próximo, para a minha tripulação descansar.

Até uma próxima aventura! Descansa também, meu querido marinheiro.
                                                                                                      Liliana, 9.A

Vasco da Gama em Melinde

                                                                                                    Melinde, 17 de abril de 1498

Tem sido uma viagem dura! Não tenho atualizado o Diário de bordo, devido às aventuras que estamos a viver. Aventuras más e boas, tal como estamos a desfrutar agora. Mas temos um objetivo! Vamos chegar à Índia e dar mais uma vitória a Portugal. Além disso, iremos facilitar o comércio entre Portugal e o Oriente.
          Chegámos, há dois dias, a esta terra chamada Melinde, terra habitada por mouros, que nos acolheu da melhor forma possível. Eu e os meus marinheiros ganhámos mais esperança, pois acreditamos que o nosso objetivo será cumprido. Estávamos exaustos, no início desta estadia, e também receosos devido ao sucedido em Moçambique.
         O rei mandou-nos um emissário para nos saudar. Agora, sabemos que este é um povo em quem podemos confiar.
        
          Conhecemos um pouco desta paisagem. Os habitantes melindanos são simpáticos e a terra bonita. Os corajosos marinheiros ainda recuperam da longa viagem que estamos a ter. O atencioso rei de Melinde propôs-nos um acordo. Ele prometeu dar-nos seis carneiros, amostras de cravo, cominhos, gengibre, noz-moscada e pimenta, água potável e em troca eu contarei a História de Portugal. É claro que eu aceitei o acordo! Amanhã, irei visitar o Rei e contar-lhe-ei a História do povo lusitano.
Esperamos que seja, a partir de Melinde, o início do fim da viagem da descoberta do caminho marítimo para a Índia!
                                                                                       Beatriz, 9.A

Vasco da Gama na Terra da Boa Gente

                                          Terra da Boa Gente,
                                          11 de janeiro de 1498

        Querido diário!
        Hoje chegámos à Terra da Boa Gente. 
Quando começámos esta viagem, sempre pensei que seria muito difícil concretizá-la, mas, hoje, quando chegámos a esta terra, a minha esperança e luta aumentaram. Nunca pensei que, para lá do nosso mar lusitano, existisse gente tão bondosa e amigável como a que conhecemos!
Depois de muito navegarmos desde que partimos da Terra Natal, chegámos finalmente a uma terra onde fomos muito bem recebidos pelo rei Artur. Este acolheu-nos de bom grado e com muito gosto e apresentou-nos a todo o seu povo, fazendo-nos uma festa de boas vindas.
O clima nesta terra é muito ameno e agradável. O tempo parece que para e que tudo se torna irreal, imperando apenas aventuras fantásticas e hilariantes.
Nunca me senti tão feliz, desde que parti da minha terra lusitana. Espero que a partir de agora tudo nos corra bem e sem dificuldades. Gostava que todos os próximos povos, que ainda espero encontrar, sejam tão bondosos e cultos como este povo.

Bom, meu querido amigo……já é tarde e eu vou ter de ir descansar. Amanhã vou terei de me levantar cedo juntamente com o resto do povo lusitano que me acompanha. Pode ser que amanhã te consiga contar mais um dia da minha viagem.

Um abraço saudoso do teu amigo,
                                         Vasco da Gama
                                                         Ana Maria, 9ºA

A poder da poesia

         Era uma vez um menino que muito estranho! Era um rapaz que se sentia sempre muito isolado, por isso ou não falava com ninguém ou, quando falava, dizia coisas muito estranhas.

         Todas as miúdas da escola o achavam muito bonito, porém o problema residia no facto de ele não falar com ninguém. 
        Um dia, entrou para a escola uma rapariga muito divertida. Quando ela olhou para o rapaz, ficou logo encantada. A rapariga foi de imediato ter com o rapaz e num tom apresado disse: 
         - Olá! Eu sou a Filipa! Sou nova aqui na escola e já tenho algumas saudades da minha escola antiga! 
         O rapaz, com um olhar sério e com voz rouca, olhou nos olhos dela e disse: 
         - Saudade… Eu não sei de onde vem esse sentimento tão profundo… Talvez de ti!... Ou de ninguém …  
         A rapariga, rapidamente, exclamou: 
         - Eu conheço isso! 
         O rapaz ficou admirado, mas continuou sem dar importância à Filipa, porém a jovem insistiu e inquiriu: 
         - E este conheces ?- sorrindo, começou a declamar- Tudo cai! Tudo tomba! Derrocada pavorosa!... 
             Interrompendo-a, o rapaz continuou a declamação: 
           - Não sei de onde era…, meu solar, meus palácios , meus mirantes. Não sei de nada.
             -Deus, não tenho nada. - exclamaram os dois ao mesmo tempo. 
              Os dois, mal acabaram de dizer isto, olharam-se e lançaram um sorriso. A partir desse dia, o rapaz percebeu que, às vezes, não era assim tão mau estar com outras pessoas. 
               A Filipa e ele começaram a namorar e, se o rapaz já gostava de poesia, a partir desse dia começou a adorá-la. No fundo, foi a poesia que os juntou! E ainda dizem que não há palavras magicas! A poesia juntou dois jovens, tão diferentes, mas no fundo tão iguais. 

Beatriz, 8.A

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Justin Bieber chega sorridente ao cais, trazendo o seu boné e fotos suas. Já junto do batel infernal diz:

Justin: Hou da barca!
Diabo: Quem vem aí?
Justin: Sou eu, men! O Bieber!
Diabo: Quem? Tolaço, apresenta-te em condições. Posso ser Diabo, mas exijo respeito!
Justin: Oh! Então não me conheces? O cantor mais famoso, mais giro e o mais rico?!
Diabo: Não estou a ver quem sejas, mas também não estou interessado! Estás pronto para embarcar, tolaço?
Justin: E para onde é a viajem?
Diabo: É para onde os cantores como tu merecem ir!
Justin: Já sei! Deve ser para um hotel requintado, com piscinas e jacúzi!
Diabo: Vais cantar de alegria quando lá chegares. Bom, e de calor também!
Justin: E aquela barca? Vai para onde?
Diabo: Aquela barca…lá é uma seca! Não há música, nem hotéis daqueles com piscina e jacúzi!
Justin: Então bora lá!
Diabo: Bora lá? Isso fica onde?!
Justin: De que século és tu? Pensei que fosses um diabo todo fixe!
Diabo: E eu pensei que fosses mais inteligente!

E assim Justin embarca na barca infernal, sem saber que o seu destino final era o inferno!

Texto realizado pela Inês, 9.ºB

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Preparativos da barca infernal

BD realizada pelo Nuno Manul, 9.ºB

Cena do Sapateiro em BD - Auto da Barca do Inferno

Banda Desenhada realizada pela Inês, 9.ºB

Cena do Parvo em BD

Banda Desenhada realizada pelo Luís, 9.ºB
Auto da Barca do Inferno


Diálogo entre o Diabo e o seu ajudante - Auto da Barca do Inferno

BD elaborada pea Joana, 9.ºB

Destino final do Sapateiro: infernal comarca

Desenho elaborado pela Inês, 9.ºB

Cena do Sapateiro em BD - Auto da Barca do Inferno

Banda Desenhada realizada pela aluna Catarina, 9.ºB

Cena do Judeu em BD

Banda Desenhada realizada pelo Ismael, 9.º

Cena do Parvo em BD

Cena do Parvo
Banda Desenhada realizada pela Cristiana, 9.ºB

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Leitura: fonte de prazer e de conhecimento

        Para muitas pessoas, a leitura é uma forma de distração; ao contrário de outras, que é uma perda de tempo.
        Saber ler é essencial para o ser humano, porque uma pessoa que não saiba ler dificilmente arranja emprego.
        Hoje em dia, infelizmente, existem muitas pessoas que não sabem ler e que se sentem muito arrependidas ou mesmo triste por não terem assimilado essa grande capacidade linguística. Considero que deve ser muito triste querer ler um simples jornal ou as letras que aparecem no rodapé da televisão e não o poder fazer; querer realizar uma receita de cozinha e não a conseguir concretizar, porque não se sabe ler! Essas pessoas sentem-se muito mal com isso. Contrariamente há outras que usufruem da possibilidade de aprenderem a ler bem, mas não o querem fazer !
        Resumindo, a leitura é uma fonte de prazer e diversão. Como tal, aconselho a todos a ler, pois é sempre bom atualizarmos os nossos conhecimentos.
        Não sejas preguiçoso, lê! 

Ana Lúcia, n.º2, 9ºA
O retrato da princesa

        Era uma vez um príncipe que não achava mulher que lhe agradasse. Um dia foi a uma feira e viu lá o retrato de uma menina tão linda, tão linda que mal pôde imaginar-se ao lado de tanta beleza. Inquieto e curioso, o príncipe perguntou a vários feirantes quem era a rapariga do retrato, mas ninguém quis responder-lhe, temendo que a jovem viesse a ter algum castigo, fruto de alguma desobediência cometida. Logo que chegou ao palácio… olhou para uma das inúmeras janelas do palácio e viu, numa delas, uma princesa tão linda que lhe agradou imenso.
        A princesa penteava os seus compridos e belos cabelos, que brilhavam ao sol. O príncipe olhou para ela e, vendo tão rara beleza, logo se encantou por aquela mulher. Também a princesa se apaixonou pelo príncipe….
        No dia seguinte, o príncipe declarou-se à princesa, depois de terem falado no jardim real.
        Os dias foram passando e o príncipe e a princesa, naquelas conversas demoradas, começaram a namorar.
        Passado um ano, os dois amados decidiram casar e fazer a lua-de-mel na Índia.
        Dez meses depois, a princesa ficou grávida. Nasceu um menino muito belo que era a delícia de todos os que viviam naquele palácio.
        O principezinho foi crescendo e os pais foram ficando velhos. Entretanto também ele arranjou uma princesa do seu agrado, cim quem casou e de quem teve uma filha.

Marlene Silva, 8.ºA

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

sábado, 12 de janeiro de 2013


Brísida Vaz começa uma discussão com o Frade, dizendo:
Brí.- Cá estamos todos!
       Bem dizia a minha mãe
       que cada um tem o seu destino já traçado…
       Ninguém se vê livre dos seus pecados. Não é, Frade?

Fra.- Meu Deus, tira-me daqui…
        Tudo o que eu fiz, não foi por mal!
        Aquela mulher levou-me a pecar!

Brí.- Então, Frade! Agora é que estás a rezar?
       Devê-lo-ias ter feito antes de pensar em namorar!

Fra.- Cala-te, mulher infernal!
        Cala-te, Satanás!
        Tudo o que fiz
        foi por causa de mulheres como tu,
        que parecem indefesas,
        mas que, sem darmos conta,
        se revelam diabólicas,
        utilizando as suas armas
        para apanhar “santos” como eu!

Brí.- Ah! Ah! Ah!
       Deixa-me rir! 

       Agora dizes que não tiveste culpa e que eras um “santo”.
       Deixa-me rir!

 Fid.- Então, suposto santo,
        aquele que eu via,
        todas as terças-feiras,
        na propriedade da Brísida Vaz,
        não eras tu, pois não?
        Era o teu irmão gémeo?

Brí.- Mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo…
       Para de fingir, ó Frade de meia tigela,
       pois só te enterras mais!

Fra.- Já te disse para te calares, alcoviteira!
        Os teus pecados não têm perdão…
        Tu nem deves saber rezar …

Diabo- Se não souber o Pai Nosso,
          também não precisa de o aprender!
          Para onde vamos, não necessitas de rezar!
          Já rezaste o suficiente, lá em baixo!
          Ah! Ah! Ah!

 Brí.- Sabes, ó Fradezito,
        eu não nasci em berço de ouro, como tu.
        Nunca fui à escola
        e, que me lembre, nunca entrei numa igreja.
        Eu nasci e morri na casa que tu frequentavas!
        Mas, como vês, cada um tem o seu destino…
        E olha que o teu não é diferente do meu!

Fid.- Se o estatuto social ou o dinheiro que nós temos contasse,
       eu também não estaria aqui!
       Mas tens de te conformar,
       porque este é o nosso destino…

Diabo- Têm toda a razão!
          E como o vosso destino é ótimo,
          apenas têm de remar…
          Agora, calem-se!!!
          Não vale a pena se lamentarem…
          Lembrem-se que o bilhete é só de ida!

 
Liliana, 9.ºA