quinta-feira, 6 de junho de 2013

Diário do Noé

Olá! Eu sou o Noé e tenho 14 anos.

Hoje, dia 27 de janeiro de 2128, estou em casa, por mais incrível que pareça. Sou um jovem ambicioso e, sinceramente, já estou farto da mesma rotina! Todos os dias à noite saio com os meus amigos e os meus pais estão sempre a dizer-me “Nós quando tínhamos a tua idade não saímos todos os dias à noite!”. Mas, pronto…
Foi a liberdade que me deram e que eu usei e abusei. Agora, não quero outra coisa!

Ando com uma rapariga diferente quase todos as semanas, vou para grandes festas todos os fins-de-semana e o meu grande sonho era ir visitar o planeta Terra da Via Láctea. Estou farto do país, planeta, galáxia... onde vivo. Nunca mais chega a hora de eu ter os meus estudos todos completos, para sair deste país para fora!!!

O meu país, o “Paradise”, é o mais avançado em termos das tecnologias, mas a rotina acaba por se tornar cansativa. O meu planeta “Believe” é sempre a mesma coisa: todos os dias, à hora do jantar, ouço uma descoberta nova que alguém fez e, seja em que parte do planeta for, imitem sempre em todos o país a notícia...

Desculpem! Na última vez que me dirigi a todos vós, não terminei o meu pensamento. Recebi uma chamada e não consegui acabar o que estava a escrever. Agora, vou continuar a desabafar! Já passou um mês desde a última vez que comecei a escrever… Nada mudou e tudo está sempre igual.
Passaram os anos...
Hoje, fui a mais uma festa, à minha festa de aniversário! Completei hoje 20 anos! Esta noite foi mesmo para esquecer. Estive com tantas, mas tantas raparigas que não me lembro do nome delas. Foi uma noite em grande! Já acabei os meus estudos da faculdade, consegui acabar o curso de economia e , neste momento, vou  procurar trabalho.  Trabalho é o que não falta por aí, apenas tenho de escolher o sítio onde me possam pagar melhor.
Olá, outra vez!

Hoje, dia 23 de março de 2139, encontro-me eu agora com 25 anos. Nestes últimos cinco anos, muitas coisas aconteceram! Os meus pais tiveram um grande acidente de carro e faleceram, deixando-me sozinho no mundo. Nessa altura, parece que o meu mundo desabou e parecia estar perdido neste mundo, sem saber o que fazer. Então, decidi fazer uma viagem ao meu planeta de sonho. Sou sincero… aquela pressa que eu tinha para crescer, desapareceu!!! Estou profundamente arrependido, porque, mal cresci, as pessoas que mais amava neste mundo foram embora. Tentei refugiar-me nas drogas e no álcool, mas já nem isso fazia sentido. As noites, que vivia em pura loucura, nem elas mesmo faziam sentido. Se o arrependimento matasse!!! Ai como me arrependo de tudo o que fiz!!! E todas aquelas raparigas com quem eu andei só por andar? Estou tão triste com as atitudes parvas que tomei! Agora, acho que conheci uma rapariga diferente de todas as outras. Ela é estranha! Parece-me que tem um mistério dentro dela. Há alguma coisa me cativa nela. Só que ela não quer saber de mim para nada... Eu sou um simples estranho que entrou na vida dela. Ela já foi menina de o dizer. Eu já tentei algo mais com ela, mas ela recusou. Diz que eu ando com todas. Agora vejo que se devem valorizar as mulheres e não se devem tratar como “comida”. Acho que percebi isso tarde demais…

Olá, de novo! Aqui estou eu mais uma vez e nada me poderia correr melhor! Lembram-se da tal rapariga de quem falei e por quem estava interessado? Pois bem… já namoramos e hoje percebo o que é “amar”. Ela é muito importante para mim e é a melhor pessoa que tenho na minha vida. É aquela que eu quero para sempre ao meu lado. Acho que encontrei a “minha mulher”. Sempre ouvi dizer “depois da tempestade vem a bonança” e parece que é mesmo a verdade.

Mais uma vez, aqui e agora, venho lamentar-me. Tenho 39 anos e perdi hoje a mulher da minha vida. Foi vítima de um tiroteio. Uma bala atingiu-a na zona do coração. Foi socorrida, mas os paramédicos nada conseguiram fazer para a salvar. Uma pessoa já não pode andar sozinha na rua, porque está sujeita a uma coisa destas. Estou mesmo desgostoso e já não quero viver mais! Jamais escreverei, porque perdi todas as forças que ainda me restavam…

Moral: Ama o que tens, antes que a vida te ensine a amar o que tinhas.
Matilde, 8.ºA
 
O retrato da princesa

        Era uma vez um príncipe que não achava mulher que lhe agradasse. Um dia foi a uma feira e viu lá o retrato de uma menina tão linda, tão linda que mal pôde imaginar-se ao lado de tanta beleza. Inquieto e curioso, o príncipe perguntou a vários feirantes quem era a rapariga do retrato, mas ninguém quis responder-lhe, temendo que a jovem viesse a ter algum castigo, fruto de alguma desobediência cometida. Logo que chegou ao palácio… olhou para uma das inúmeras janelas do palácio e viu, numa delas, uma princesa tão linda que lhe agradou imenso.
         A princesa penteava os seus compridos e belos cabelos, que brilhavam ao sol. O príncipe olhou para ela e, vendo tão rara beleza, logo se encantou por aquela mulher. Também a princesa se apaixonou pelo príncipe….
        No dia seguinte, o príncipe declarou-se à princesa, depois de terem falado no jardim real.
       Os dias foram passando e o príncipe e a princesa, naquelas conversas demoradas, começaram a namorar.
       Passado um ano, os dois amados decidiram casar e fazer a lua-de-mel na Índia.
       Dez meses depois, a princesa ficou grávida. Nasceu um menino muito belo que era a delícia de todos os que viviam naquele palácio.
       O principezinho foi crescendo e os pais foram ficando velhos. Entretanto também ele arranjou uma princesa do seu agrado, com quem casou e de quem teve uma filha.
                                                                            Marlene Silva, 8.ºA

Vasco da Gama despede-se dos seus familiares em Belém





 

8 de julho de 1447
Ontem, 8 de julho, foi o grande dia! Foi o dia em que começou a nossa viagem até à Índia.
Durante a manhã, e depois de termos as naus já aparelhadas para a viagem, comemos, bebemos e descansámos. Entretanto, chegou a hora da despedida daqueles que nos eram mais próximos. Saímos do Tejo por volta das duas horas da tarde. O mar estava calmo, o vento favorável à navegação e o céu limpo e azul como a água do mar.
As naus saíram carregadas de produtos nacionais, tais como mel, cortiça, madeira, vinho, entre outros.
Hoje, 9 de julho, eu e a tripulação continuamos a navegar no gigante azul. À medida que vamos rasgando o mar rumo ao Oriente, a nossa costa vai desaparecendo no horizonte longínquo. A tripulação está motivada, pois sabe que, se encontrarmos o caminho marítimo para a Índia, seremos eternamente recordados e jamais cairemos nas águas do esquecimento. Embora receosos das lendas, em que monstros engolem as tripulações, o desejo de aventura e a ânsia de descoberta fazem-nos continuar.
Os motivos que nos levam a embarcar em tal aventura e a pôr em risco a nossa vida são a economia e a religião. Desejamos vivamente iniciar relações económicas com a Índia e expandir a fé cristã.
Bom, confesso que o meu coração se encontra bem apertado como se fosse o de uma pequena ave aflita, quando aprisionada pelo seu dono. As proas das nossas naus sulcam lentamente as águas até agora calmas e límpidas. Espero que continuem boas condições atmosféricas e que a tripulação continue motivada. A motivação é a porta para o sucesso da nossa missão. Oxalá Deus nos ajude a chegar, sãos e salvos, cumprindo os desígnios do nosso rei, Dom Manuel. 
José Veloso, 9.ºB

Vasco da Gama na ilha de Natal

                                                            Ilha de Natal, 25 de dezembro d 1447

Querido diário!

Quero contar-te algumas das aventuras por mim vividas durante a viagem. Sabes que eu quase morria, devido a perigos que se colocaram à frente dos meus olhos!
Estava um dia suave, o céu mostrava toda cor azul que o carateriza, o mar encontrava-se calmo e sol agradável aquecia os nossos corpos. Entretanto algumas nuvens negras apareceram e escureceram todo o céu.
Comecei a ficar assustado! Uma tempestade estava para se formar. A minha nau começou a partir-se aos poucos, graças à força do vento. Eu, capitão-mor desta nau, não sabia o que havia de fazer.
Então, ajoelhei-me a pedir ajuda a Deus. Eu olhava à minha volta e não sabia o que fazer. Só conseguia pensar na minha família.
O perigo era tão grande que, quando dei por mim, estava a falar comigo próprio, procurando respostas para tantas desventuras.
Ficámos na Angra de S. Brás, esperando que tudo acalmasse.
A deusa Vénus veio em nosso auxílio e pediu às ninfas para acalmarem os ventos. A tempestade foi apaziguada, mas ainda não podíamos continuar a viajem.
Este dia ficou gravado na minha memória, pois fez-me pensar nos perigos que ainda podiam surgir, até chegarmos ao nosso destino.
Depois de tudo acalmar, segui viagem para a próxima terra, chamada ainda hoje de Natal, em memória à data em que lá cheguei, 25 de dezembro.
Ao chegar a esta terra, senti uma enorme tristeza e saudade da minha família, porque era dia de Natal, um dia que deveria ser celebrado com todos aqueles que amamos.
Bem, continuei viagem, mas sempre a pensar na minha família.

Querido diário, todas estas aventuras marcaram-me profundamente e serão eternamente relembradas por todos aqueles que vierem a ler este diário de bordo.
Catarina, 9.B
 Calecut

Quando avistei aquele lugar deslumbrante senti um grande orgulho e felicidade. Todos os marinheiros aclamaram “vivas” por termos conseguido fazer aquela viagem tao tenebrosa e perigosa. Enfim, … Confesso que passámos grandes sacrifícios no mar e também muitas privações. 

Eu dei, sempre que possível, coragem aso meus marinheiros e dei-lhes alento para continuarmos naquela aventura de chegarmos a Calecut.

Assim, ao ver esta terra “estranha”, com pessoas diferentes das nossas, senti uma curiosidade em estar em contato com elas: saber a sua língua, a sua cultura e os seus costumes. Esta gente “estranha” recebeu-nos muito bem apesar das nossas diferenças.

Os meus marinheiros exploraram, de imediato, aquele lugar que parecia mágico e que convidava à descoberta.
Ah! Como foi admirável saborear aquela vitória da descoberta do povo lusitano.

Francisca Alves 9ºD, nº14

terça-feira, 4 de junho de 2013

                                                  Cabo da Boa Esperança, 22 de Novembro 1497

     Meu amigo e fiel diário!

     Hoje, foi um dia deslumbrante, apesar de ter sido muito trabalhoso, para um simples marinheiro! O dia revelou-se especial, porque nós conseguimos dobrar o Cabo da Boa Esperança.
     Sim, depois de muito sacrifício, lá ultrapassámos aquele monstro gigantesco. Confesso que estou feliz por ter desvendado aquelas lendas que nunca existiram, por exemplo monstros de 3 ou mais cabeças que engoliam as naus…
     Agora sabemos que há mais terras para além daquele cabo!…
Mas digo-te, meu querido amigo, eu bem como todos os marinheiros sentimos muito medo, pois acreditávamos nessas lendas que nunca existiram. Mas o povo português é aventureiro e não desiste do seu propósito de alcançar aquela terra tão desejada, a Índia. Eu e todos os meus colegas tivemos fé! Acreditámos e conseguimosJ
    Sabes, eu, apesar de ser um marinheiro insignificante, acho que vamos alcançar o nosso objetivo. Já passámos por muitas terras, não desistimos de nada e não vai ser agora que vamos abandonar o desejo de descobrir o caminho marítimo para a Índia.

Liliana, 9.ºD

Diário de Vasco da Gama, capitão-mor da 1ª armada europeia que atingiu a Índia pelo Cabo da Boa Esperança.

                                                                                 Rio dos Bons Sinais,
                                                                                  24 de janeiro de 1498

Meu querido e fiel diário!

Hoje, o nosso dia foi muito bom e eu sinto-me muito feliz por termos conseguido chegar a este porto seguro! Neste momento estamos no Rio dos Bons Sinais e, pela primeira vez, conseguimos entrar em contacto com pessoas de outras crenças. Aqui eles não acreditam em Cristo e seguem uma Bíblia diferente da nossa, o Corão. São os primiros povos islamizados que conhecemos.
         Não te vou mentir, meu fiel amigo,… Todos nós estávamos um pouco receosos em vir para estes locais desconhecidos! Tínhamos receio do que poderíamos passar nestes sítios, porém, ao entrar em contacto com esta gente amistosa, as nossas expectativas para esta aventura melhoraram muito! Até fizemos trocas comerciais e provamos as suas deliciosas iguarias! Mas, não nos iludiremos, porque sabemos bem que nem todas as pessoas são assim! É certo que, noutros portos, a nossa vida não será tão fácil como aqui foi! Mas, como eu sempre digo, vamos esperar para ver!
        Bem, já está a ficar tarde e eu tenho que dormir… Amanhã tenho muitos condimentos, oferecidos por estes habitantes, para carregar para a nau… Vai ser um trabalho e peras!

Eduarda, 9.ºD