quinta-feira, 30 de maio de 2013

Vasco da Gama algures perto de Mombaça

            Olá, meu querido diário!

Cansados, doentes, fartos, enfim… assim se encontram todos os membros da minha tripulação. Parece-me até que não é desta que nos vamos recompor…
           Hoje, foi um dia muito cansativo, um daqueles dias para esquecer: chegámos a Mombaça!!!
           À chegada, vimos partir alguns batéis com marinheiros nossos que rumaram até a esta terra desconhecida. Alguns habitantes locais ofereceram-nos logo ajuda, indicando-nos um bom piloto, para nos guiar até à Índia.
           No princípio, os homens daquelas ilhas pareciam-nos inofensivos, amáveis e nunca indignos da nossa amizade. Porém, tudo isto era demasiado bom, para ser verdade! Apercebemo-nos de tal coisa, quando fomos à praia mais próxima, com a intenção de buscar o piloto que nos foi prometido. Aí, receberam-nos em som de guerra, lançando setas contra nós. Felizmente, ninguém morreu!
           Defendemo-nos desse povo e seguimos para os batéis. Assim que chegámos às naus, o rei mostrou-se arrependido (arrependimento este que mais tarde descobrimos que era falso), propondo-nos paz. Fiquei bastante duvidoso! Como tal mandei dois marinheiros a terra, para verem se lá havia realmente cristãos. Regressaram muito contentes, pois viram um sacerdote de joelhos, diante de um altar. Estes homens trataram-nos com muita bondade e simpatia.
          As naus estavam a entrar na barra, quando, de repente, uma força incrível se soltou da maresia. Perante tais perigos naturais, fomos obrigados a desistir de prosseguir.
        Neste instante, o tal piloto, dado pelo Rei, lançou-se ao mar e nesse momento apercebemo-nos da armadilha em que cairíamos. Se tivéssemos a navegar seríamos chacinados.
         Agora, só temos de agradecer a Deus, por nos ter alertado para a cilada, que aquele povo traiçoeiro nos estava a preparar. Temos, também, rezar à divina Providência para nos ajudar a chegar à Índia ou a um porto de abrigo amigo, pois o nosso cansaço já é muito!
         Dorme bem, porque eu farei o mesmo!
                                                                      Ana Lúcia Marinho da Silva Nº2 9ºA

 

Primeiras impressões do Gama na Terra da Boa Gente

                                                                        11 de janeiro de 1498, Terra da Boa Gente

          
            Hoje, dia 11 de janeiro de 1498, chegámos a mais uma terra, a “ Terra da Boa Gente”.

Como o próprio nome indica, é uma terra de boa gente, onde as pessoas se conhecem todas e são todas amigas umas das outras.
            É uma terra pequena e aqui o clima não é lá muito agradável. As pessoas andam sempre muito agasalhadas para não se constiparem.
            Vou permanecer na Terra da Boa Gente precisamente 8 dias e durante este tempo pretendo conhecer melhor o povo. Já vi que o povo é muito humilde e respeitador, sempre pronto a ajudar.
            Nesta terra há um pequeno bar, onde os homens passam as suas tardes a jogar às cartas, a comer e a beber. Confesso que, durante a tarde, visitei esse bar e aí conheci algumas pessoas. Quando eles me viram a entrar, ficaram todos com curiosidade para saber quem eu era, pois nunca me tinham visto por aquelas bandas.
            Então eu apresentei-me! Disse que me chamava Vasco da Gama, que andava à descoberta de novas terras e que já tinha passado por muitas aventuras em alto mar.
            Eles, muito curiosos, quiseram que eu lhe contasse algumas das minhas histórias e descobertas, por isso mandaram-me sentar à beira deles, para lhes contar tudo.
           Depois convidaram-me para jogar às cartas, mas claro que eu disse logo que não, pois nunca tinha jogado da forma como eles jogavam e ia perder quase de certeza. Entretanto convenceram-me e eu joguei com eles. Essa também era uma boa maneira de passar o tempo e de os conhecer melhor.
            Ah! Ah! Ah! Como eu já suspeitava, perdi no jogo, mas, não obstante esse desaire, foi divertido passar aquele tempo com eles.

            E foi assim que passei o dia de hoje…
            Quando tiver de partir, levarei saudades daqui!
            Amanhã, bem cedinho, continuarei a explorar esta terra, irei tomar contacto os costumes desta gente tão afável e, quem sabe, se não tenho a sorte de levar um piloto comigo, para me auxiliar em alto mar na procura de novas terras!

                              Tânia, 9.A

O encontro com o gigante Adamastor

                                                                                                      22 de novembro de 1497

            Olá meu amigo marujo!
            Hoje foi um dia muito cansativo para toda a tripulação, mas especialmente para mim.
            Depois de termos ancorado na baía de Santa Helena, local onde conhecemos outros povos, aos quais dignámos contar a nossa história, estes também nos contaram lendas maravilhosas sobre o mar e a terra. Foram momentos bem passados!… O clima era excelente e habituámo-nos rapidamente a ele; as terras eram férteis e estes povos, apesar de pouco desenvolvidos, sabem retirar o melhor que a terra lhes dá. Mas pouco tempo estivemos lá, pois o futuro esperava-nos e a felicidade acabou depressa.
           Eu, como capitão-mor desta armada, que pretende atingir a Índia pela rota do Cabo das Tormentas, agora mais conhecido por Cabo da Boa Esperança, fui confrontado com tal gigante. Quando tal coisa aconteceu, vi-me num tremendo desespero, pois não sabia nem por sombras o que realmente me esperava. A lenda dizia que, naquele preciso local, o mundo acabava, mas a minha tripulação estava preparada para isso e muito mais. A maior parte deles tinha mulher e filhos, porém a curiosidade e a coragem falava mais alto e nunca desistimos!
            O Adamastor, falado também nessa lenda, era um monstro ou mais que isso, um ser inimaginável aos olhos do ser humano. Este, segundo os nativos anteriormente visitado, era um ser robusto e vigoroso, que se mostrava no ar. A sua face detinha uma barba suja de algas e os seus olhos eram encovados e demonstravam a sua personalidade medonha.
            Mas eu, Vasco da Gama, não demonstrei o meu medo e fúria ao aproximar-me do cabo, porque a minha tripulação é a minha família e não podia fazê-los sofrer ou duvidar do seu destino.  
            No preciso momento em que estava a passar pelo Cabo das Tormentas, um enorme vulto surgiu na popa do navio. Não se conseguia ver ao certo o que era, mas seria decerto o famoso Adamastor. Uma tempestade se ergueu perante nós e lá estava ele a assombrar-nos, até que se resolveu… Nesse momento, o meu coração deixou de trabalhar, os meus pulmões de respirar e o meu cérebro não sabia o que fazer. Mas, no momento seguinte, aconteceu precisamente o contrário! Tudo funcionava a uma velocidade espantosa, por isso decidi-me finalmente.
            Mandei a tripulação fazer o mais indicado para esse momento e ela, como sempre, fê-lo sem vacilar. Aquele monstro quase nos afundou…
             Porém passamos esse desafio, sãos e salvos! Estávamos tão felizes e a adrenalina estava à flor da pele... Até que, de repente, deparámo-nos outra vez com o tal colosso, mas agora mesmo à frente da nossa proa. Todavia, contrariamente a tudo aquilo que se dizia, ele era uma onda gigantesca que ocorrera ali. Esta foi a mais difícil de combater, no entanto ultrapássmos todas aquelas desventuras.

            A minha família estava de novo nas minhas mãos! Conseguimos, então, ultrapassar o desafio mortal. Agora sim, a nossa felicidade era permanente, a festa começara…

            Já é de noite e estou muito cansado. Pretendo parar uns dias num porto próximo, para a minha tripulação descansar.

Até uma próxima aventura! Descansa também, meu querido marinheiro.
                                                                                                      Liliana, 9.A

Vasco da Gama em Melinde

                                                                                                    Melinde, 17 de abril de 1498

Tem sido uma viagem dura! Não tenho atualizado o Diário de bordo, devido às aventuras que estamos a viver. Aventuras más e boas, tal como estamos a desfrutar agora. Mas temos um objetivo! Vamos chegar à Índia e dar mais uma vitória a Portugal. Além disso, iremos facilitar o comércio entre Portugal e o Oriente.
          Chegámos, há dois dias, a esta terra chamada Melinde, terra habitada por mouros, que nos acolheu da melhor forma possível. Eu e os meus marinheiros ganhámos mais esperança, pois acreditamos que o nosso objetivo será cumprido. Estávamos exaustos, no início desta estadia, e também receosos devido ao sucedido em Moçambique.
         O rei mandou-nos um emissário para nos saudar. Agora, sabemos que este é um povo em quem podemos confiar.
        
          Conhecemos um pouco desta paisagem. Os habitantes melindanos são simpáticos e a terra bonita. Os corajosos marinheiros ainda recuperam da longa viagem que estamos a ter. O atencioso rei de Melinde propôs-nos um acordo. Ele prometeu dar-nos seis carneiros, amostras de cravo, cominhos, gengibre, noz-moscada e pimenta, água potável e em troca eu contarei a História de Portugal. É claro que eu aceitei o acordo! Amanhã, irei visitar o Rei e contar-lhe-ei a História do povo lusitano.
Esperamos que seja, a partir de Melinde, o início do fim da viagem da descoberta do caminho marítimo para a Índia!
                                                                                       Beatriz, 9.A

Vasco da Gama na Terra da Boa Gente

                                          Terra da Boa Gente,
                                          11 de janeiro de 1498

        Querido diário!
        Hoje chegámos à Terra da Boa Gente. 
Quando começámos esta viagem, sempre pensei que seria muito difícil concretizá-la, mas, hoje, quando chegámos a esta terra, a minha esperança e luta aumentaram. Nunca pensei que, para lá do nosso mar lusitano, existisse gente tão bondosa e amigável como a que conhecemos!
Depois de muito navegarmos desde que partimos da Terra Natal, chegámos finalmente a uma terra onde fomos muito bem recebidos pelo rei Artur. Este acolheu-nos de bom grado e com muito gosto e apresentou-nos a todo o seu povo, fazendo-nos uma festa de boas vindas.
O clima nesta terra é muito ameno e agradável. O tempo parece que para e que tudo se torna irreal, imperando apenas aventuras fantásticas e hilariantes.
Nunca me senti tão feliz, desde que parti da minha terra lusitana. Espero que a partir de agora tudo nos corra bem e sem dificuldades. Gostava que todos os próximos povos, que ainda espero encontrar, sejam tão bondosos e cultos como este povo.

Bom, meu querido amigo……já é tarde e eu vou ter de ir descansar. Amanhã vou terei de me levantar cedo juntamente com o resto do povo lusitano que me acompanha. Pode ser que amanhã te consiga contar mais um dia da minha viagem.

Um abraço saudoso do teu amigo,
                                         Vasco da Gama
                                                         Ana Maria, 9ºA

A poder da poesia

         Era uma vez um menino que muito estranho! Era um rapaz que se sentia sempre muito isolado, por isso ou não falava com ninguém ou, quando falava, dizia coisas muito estranhas.

         Todas as miúdas da escola o achavam muito bonito, porém o problema residia no facto de ele não falar com ninguém. 
        Um dia, entrou para a escola uma rapariga muito divertida. Quando ela olhou para o rapaz, ficou logo encantada. A rapariga foi de imediato ter com o rapaz e num tom apresado disse: 
         - Olá! Eu sou a Filipa! Sou nova aqui na escola e já tenho algumas saudades da minha escola antiga! 
         O rapaz, com um olhar sério e com voz rouca, olhou nos olhos dela e disse: 
         - Saudade… Eu não sei de onde vem esse sentimento tão profundo… Talvez de ti!... Ou de ninguém …  
         A rapariga, rapidamente, exclamou: 
         - Eu conheço isso! 
         O rapaz ficou admirado, mas continuou sem dar importância à Filipa, porém a jovem insistiu e inquiriu: 
         - E este conheces ?- sorrindo, começou a declamar- Tudo cai! Tudo tomba! Derrocada pavorosa!... 
             Interrompendo-a, o rapaz continuou a declamação: 
           - Não sei de onde era…, meu solar, meus palácios , meus mirantes. Não sei de nada.
             -Deus, não tenho nada. - exclamaram os dois ao mesmo tempo. 
              Os dois, mal acabaram de dizer isto, olharam-se e lançaram um sorriso. A partir desse dia, o rapaz percebeu que, às vezes, não era assim tão mau estar com outras pessoas. 
               A Filipa e ele começaram a namorar e, se o rapaz já gostava de poesia, a partir desse dia começou a adorá-la. No fundo, foi a poesia que os juntou! E ainda dizem que não há palavras magicas! A poesia juntou dois jovens, tão diferentes, mas no fundo tão iguais. 

Beatriz, 8.A