quinta-feira, 30 de maio de 2013

A poder da poesia

         Era uma vez um menino que muito estranho! Era um rapaz que se sentia sempre muito isolado, por isso ou não falava com ninguém ou, quando falava, dizia coisas muito estranhas.

         Todas as miúdas da escola o achavam muito bonito, porém o problema residia no facto de ele não falar com ninguém. 
        Um dia, entrou para a escola uma rapariga muito divertida. Quando ela olhou para o rapaz, ficou logo encantada. A rapariga foi de imediato ter com o rapaz e num tom apresado disse: 
         - Olá! Eu sou a Filipa! Sou nova aqui na escola e já tenho algumas saudades da minha escola antiga! 
         O rapaz, com um olhar sério e com voz rouca, olhou nos olhos dela e disse: 
         - Saudade… Eu não sei de onde vem esse sentimento tão profundo… Talvez de ti!... Ou de ninguém …  
         A rapariga, rapidamente, exclamou: 
         - Eu conheço isso! 
         O rapaz ficou admirado, mas continuou sem dar importância à Filipa, porém a jovem insistiu e inquiriu: 
         - E este conheces ?- sorrindo, começou a declamar- Tudo cai! Tudo tomba! Derrocada pavorosa!... 
             Interrompendo-a, o rapaz continuou a declamação: 
           - Não sei de onde era…, meu solar, meus palácios , meus mirantes. Não sei de nada.
             -Deus, não tenho nada. - exclamaram os dois ao mesmo tempo. 
              Os dois, mal acabaram de dizer isto, olharam-se e lançaram um sorriso. A partir desse dia, o rapaz percebeu que, às vezes, não era assim tão mau estar com outras pessoas. 
               A Filipa e ele começaram a namorar e, se o rapaz já gostava de poesia, a partir desse dia começou a adorá-la. No fundo, foi a poesia que os juntou! E ainda dizem que não há palavras magicas! A poesia juntou dois jovens, tão diferentes, mas no fundo tão iguais. 

Beatriz, 8.A

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