terça-feira, 15 de janeiro de 2013
sábado, 12 de janeiro de 2013
Brí.- Cá estamos todos!
Bem dizia a minha mãe
que cada um tem o seu destino já traçado…
Ninguém se vê livre dos seus pecados. Não é, Frade?
Fra.- Meu Deus, tira-me daqui…
Tudo o que eu fiz, não foi por mal!
Aquela mulher levou-me a pecar!
Brí.- Então, Frade! Agora é que estás a rezar?
Devê-lo-ias ter feito antes de pensar em namorar!
Fra.- Cala-te, mulher infernal!
Cala-te, Satanás!
Tudo o que fiz
foi por causa de mulheres como tu,
que parecem indefesas,
mas que, sem darmos conta,
se revelam diabólicas,
utilizando as suas armas
para apanhar “santos” como eu!
Brí.- Ah! Ah! Ah!
Deixa-me rir!
Deixa-me rir!
Fid.- Então, suposto santo,
aquele que eu via,
todas as terças-feiras,
na propriedade da Brísida Vaz,
não eras tu, pois não?
Era o teu irmão gémeo?
Brí.- Mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo…
Para de fingir, ó Frade de meia tigela,
pois só te enterras mais!
Fra.- Já te disse para te calares, alcoviteira!
Os teus pecados não têm perdão…
Tu nem deves saber rezar …
Diabo- Se não souber o Pai Nosso,
também não precisa de o aprender!
Para onde vamos, não necessitas de rezar!
Já rezaste o suficiente, lá em baixo!
Ah! Ah! Ah!
Brí.- Sabes, ó Fradezito,
eu não nasci em berço de ouro, como tu.
Nunca fui à escola
e, que me lembre, nunca entrei numa igreja.
Eu nasci e morri na casa que tu frequentavas!
Mas, como vês, cada um tem o seu destino…
E olha que o teu não é diferente do meu!
Fid.- Se o estatuto social ou o dinheiro que nós temos contasse,
eu também não estaria aqui!
Mas tens de te conformar,
porque este é o nosso destino…
Diabo- Têm toda a razão!
E como o vosso destino é ótimo,
apenas têm de remar…
Agora, calem-se!!!
Não vale a pena se lamentarem…
Lembrem-se que o bilhete é só de ida!
Liliana, 9.ºA
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Chega um ministro ao
cais e vê duas barcas. Dirige-se à barca do inferno, pois foi a que lhe chamou
mais a atenção.
Ministro- Hou da
barca! Hou da barca! Onde está o marinheiro deste cortiço engalanado?
Diabo-Cortiço
não! É uma bela barca! Sou o marinheiro dela! O que quereis?Ministro-Quero saber o destino dela.
Diabo- O seu destino é para onde irás, a ilha perdida.
M- A ilha perdida… o que é?
D-O Inferno!
M- O Inferno… está bonito! Eu sou ministro. Para o inferno eu não vou. Onde já se viu… Eu no inferno!
D- Sim, tu. Achavas que quem abusa do bom povo poderá alguma vez ir para o paraíso.
M- Abusar do povo? Que disparate! Eu só faço o que é preciso para salvar o meu país.
D- Sim, sim! Tu não me enganas!
M- Oh! Eu vou àquela barca, para ver se lá entro.
Dirige-se á barca do
Anjo, para tentar a sua sorte.
M-Bom dia! Então,
está aí alguém?A- Sim, estou eu. Que quereis?
M- Eu quero entrar nessa barca.
A- Eu não deixo entrar quem rouba os mais pobres, obrigando-os a pagar pesados impostos.
M- Pronto, eu pago a entrada.
A-Nem penses nisso. Vai para o inferno, seu miserável, e aproveita bem os castigos que terás que suportar.
O ministro, cabisbaixo, lá vai em direção à barca infernal e nela entra.
Eduarda, 9.ºD
Vem David Carreira, o cantor, e diz ao
arrais do inferno:
David-Hou daquesta!Diabo-Quem é?
David- É esta a minha naviarra?
Diabo- De quem?
David-Dos cantores?
Diabo-É a vossa barca! Entra.
David-Hou, pesar de meu avô,
Soma vim adoecer
E fui em má-hora a morrer,
E nela, pera mi só.
Diabo-De que morreste?
David-Do coração…
Diabo-Entra. Põe aqui o pé!
David-Houla! Num tombe o zumbuco!
Diabo-Entra cá, cantor tolo!
David-Aguardai,aguardai,houla!
E onde havemos nós d´ ir ter!
Diabo- À porta da ilha perdida.
David- Vamos para onde?
Diabo- Para o inferno. Entra cá!
David- Para o inferno. Eramá!!!
HIU!HIU!Barca do cornudo,
Pero vinagre, beiçudo,
Rachador d´ alverca, huhá!
David dirigi -se à barca
do paraíso.
David-Hou do barco?Anjo-Que queres?
David-Quero entrar na tua barca!
Anjo- David, a vós estou esperando,
Pois morrestes a cantar,
Junto do teu público que te adora!
Sois livres de todo o mal,
E quem morre em tal missão
Merece paz eterna.
E assim David Carreira entrou na barca do paraíso.
Sílvia, 9.ºD
Chega ao cais o ministro das finanças trazendo uma pasta. Este vê duas barcas e aproxima-se da que está mais enfeitada.
M.F: Para onde caminhais?
Diabo: Meu parente, nós vamos para a ilha perdida.
M.F: Para a ilha perdida?! Onde fica?
Diabo: No inferno. Despacha-te a entrar, pois vamos arrancar.
M.F: Eu não entrarei nessa barca. Nunca fiz mal nenhum.
Diabo: Ai não? E o dinheiro que roubaste ao povo português, quando estavas no poder.
M.F- Eu não roubei o povo.
Diabo: Então para onde ia o dinheiro daqueles pesados impostos que tu cobraste ao povo português?
M.F-Era para pagar a dívida!!!
Diabo- Não me enganes mais e entra para esta barca, para assim partirmos para a infernal comarca.
M.F- Não vou entrar nessa barca.
Então dirige-se à barca do Anjo e diz:
M.F: Hou! Estou aqui… Já podemos partir.
Anjo: Partir?... Para onde queres ir?
M.F: Eu vou para o Paraíso.
Anjo: Para o Paraíso? Deves estar a brincar! Vai para a barca do meu vizinho, pois aqui não entrarás.
M.F: E qual é a razão para tal recusa?
Anjo: Aqui só entra que fez o bem na terra e tu não o fizeste.
M.F- Eu pago a minha entrada, pois tenho dinheiro.
Anjo: Dinheiro que roubaste ao povo português.
M.F: Juro que só roubei um bocadinho, para eu viver melhor.
Anjo: E não te lembraste do povo português que tanto sofria. Aqui não entrarás de forma alguma.
Torna o ministro das finanças à barca do inferno e diz:M.F: Hou! Vamos remar, pois o caminho vai ser longo.
Diabo: Entra, entra. Remarás… Partiremos já de seguida, para não perder a maré.
Edmilson Guedes, 9ºD

Um ladrão chega ao cais com um saco cheio de dinheiro. Dirigiu-se à barca do inferno, pois era a que estava mais decorada.
-Ladrão: Para onda vai esta barca?
-Diabo: Para o inferno.
-Ladrão: Para o inferno? Nunca na minha vida irei para o inferno!!! Roubo para ajudar os pobres, por isso não mereço ir em tal barca.
Logo que o ladrão acabou da falar com o Diabo, dirigiu-se para a barca do Anjo, o arrais do paraíso.
-Ladrão: Para onde vai esta barca?
-Anjo: Para um sítio onde tu não podes ir. Cometestes muitos crimes e pecados na vida terrena, portanto não te deixarei entrar!
-Ladrão: Eu pago para entrar nesta barca.
-Anjo: Não aceito dinheiro e muito menos dinheiro sujo!
Após o ladrão ter falado com o Anjo, voltou para a barca do inferno e finalmente entrou arrependido de todo o mal que fez na vida terrena.
Francisco, 9.ºD
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Chega ao cais uma menina chamada Diana, trazendo uma bola na mão, e, dirigindo-se à barca infernal, diz:
Diana- Olá, Diabo!
Diabo- O que quereis?
Diana- Saber para onde vai esta barca.
Diabo- Vai para o inferno!
Diana-Não quero entrar nesse sítio!
Diabo- De que morreste?
Diana-Estava jogar futebol, quando a bola foi para o meio da estrada. Eu fui atrás dela, e, de repente, um carro veio contra mim. Uma ambulância chegou 15 minutos depois, mas morri a caminho do hospital!
Diabo- Devias ter vindo mais cedo, porque estou com presa!
Diana-Vou para a outra barca!
Chega à outra barca, onde se encontra o Anjo, e pergunta:
Diana-Para onde vai esta barca?
Anjo-Vai para o paraíso!
Diana-Posso entrar nela?
Anjo-Sim, porque tiveste uma vida honesta e sem pecados!
Diana-Obrigado, Anjo!
A Diana entrou na barca do Anjo e, de seguida, partiu para o seu destino.
Pai Natal entra na barca angelical
Entra no cais o Pai Natal, vestido com o seu fato vermelho. O homem das barbas brancas traz um saco cheio de presentes e a sua campainha. Dirigindo-se para a barca mais enfeitada, a do inferno, capitaneada pelo Diabo, diz:
Pai Natal - Hou da barca!
Diabo - Olha quem vem lá! Olha o barbudo! Entra cá! Pai Natal - Para onde vai esta barca?
Diabo - Para a Terra dos Danados! Podes entrar!
Pai Natal – Ah-a-a!!! Que estais a dizer? Juro a Deus que te não entendo.
Diabo - Vai para o inferno. Põe aqui o pé.
Pai Natal - Não hei de eu embarcar em tal sítio, pois lá na vida terrena fiz muitas coisas muito bonitas que tu provavelmente jamais farias.
Diabo - Ai sim! E que coisas são essas?
Pai Natal - Dei presentes às crianças mais carenciadas e às crianças órfãs. Isto chega? Já te provei que aí não entro? Bem me parecia que sim!!!
Diabo - Isso pensas tu! Vai para aquela barca e depois veremos. Ah! Ah! Ah!
Dirigindo-se ao batel do Anjo, diz:
Pai Natal – Ó Arrais da barca do paraíso, posso entrar?
Anjo - Tu entrarás, se quiseres, pois, em toda a tua vida, ajudaste os mais pobres e os mais carenciados.
Liliana, 9.ºD
Presidente em julgamento ............... Diana, 9.ºD
Chega o presidente aos cais e, dirigindo-se ao batel infernal, diz:
Presidente - Para onde vai esta barca?
Diabo - Vai para a ilha perdida e já vai partir.
P- Essa barca parece-me uma embarcação pobre!

D- Porque a estais a ver de fora.
P- Porém a que terra me levais?
D- Para o inferno.
P- Terra bem sem sabor!
E passageiros achais para tal habitação?
D- Acho que vós estais em feição para lá ir.
Em que esperais ter proteção?
P- Tenho muito dinheiro, portanto posso pagar a portagem na outra barca.
D- Sim, tens muito dinheiro, contudo não te esqueças que esse dinheiro era dos pobres. Eles, apesar de passarem dificuldades, pagaram os impostos, impostos esses que servem para satisfazer as tuas regalias. Porém não ficaste por aqui… Cortaste nos salários dos que mais precisavam e deste-os a quem mais tinha; cortaste no apoio à renda e, graças a isso, há imensa gente a viver na rua; aumentaste os impostos, por isso há gente a passar fome. E sabes que tudo isto se ficou a dever a ti!!!
Vai-se o presidente, todo confiante, à barca do Anjo e diz:
Presidente - Boa tarde, Senhor da barca,
É esta a barca do paraíso?
Anjo - É esta! Que quereis?
P- Que me deixeis embarcar. Tenho dinheiro, posso pagar.
A- Se pensas que passas só por teres dinheiro, enganas-te.
P- Então que devo fazer?
A- Agora já vais tarde, já não podes fazer nada. Devias ter sido bondoso, em vez de teres sido egoísta, invejoso, autoritário e todos os outros adjetivos que descrevem a tua ganância.
Vai agora trabalhar já que não o fizeste na vida terrena.
Torna o presidente à barca do Inferno, cabisbaixo.
D-Entrai, entrai então.
P- Nada do que fiz em vida me está a ajudar agora. Sou um pobre coitado, que entrou na barca dos danados!!!
D- Chora, chora! Ahahahhaha! Que eu agora rio.
Diana, 9.ºD
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
Amor e amizade: sentimentos que se completam
O amor e a amizade são dois sentimentos que estão de forma constante presentes na vida de cada um. Isso toda a gente sabe e ninguém dúvida!
Também é sabido que estes dois sentimentos apresentam algumas parecenças. Assim sendo, tanto o amor como a amizade mexem com os nossos sentimentos, com o nosso estado psicológico e com o nosso próprio ser. Ambos nos podem trazer felicidade, mas também nos podem conduzir ao sofrimento.
A amizade é algo que sentimos por alguém que nos é próximo, por alguém que nos compreende, por alguém que nos sabe aconselhar, por alguém que é nosso amigo e que está lá nos bons e nos maus momentos, sem julgar aquilo que nos acontece.
Já o amor é um sentimento forte, bonito e inexplicável, pois ninguém sabe como surge, quando aparece ou desaparece ou até mesmo por quem o vamos sentir. Também devo afirmar que o amor pode revelar-se de duas formas diferentes! Podemos sentir amor pela nossa família ou podemos
senti-lo por alguém mais especial, que pode vir a tornar-se a pessoa com quem vamos passar o resto dos nossos dias.
A amizade e o amor são realmente dois sentimentos que toda a gente sente ao longo da vida e, por vezes, ajudam-nos a decidir alguns caminhos a seguir.
Também é sabido que estes dois sentimentos apresentam algumas parecenças. Assim sendo, tanto o amor como a amizade mexem com os nossos sentimentos, com o nosso estado psicológico e com o nosso próprio ser. Ambos nos podem trazer felicidade, mas também nos podem conduzir ao sofrimento.
A amizade é algo que sentimos por alguém que nos é próximo, por alguém que nos compreende, por alguém que nos sabe aconselhar, por alguém que é nosso amigo e que está lá nos bons e nos maus momentos, sem julgar aquilo que nos acontece.
Já o amor é um sentimento forte, bonito e inexplicável, pois ninguém sabe como surge, quando aparece ou desaparece ou até mesmo por quem o vamos sentir. Também devo afirmar que o amor pode revelar-se de duas formas diferentes! Podemos sentir amor pela nossa família ou podemos
senti-lo por alguém mais especial, que pode vir a tornar-se a pessoa com quem vamos passar o resto dos nossos dias.
A amizade e o amor são realmente dois sentimentos que toda a gente sente ao longo da vida e, por vezes, ajudam-nos a decidir alguns caminhos a seguir.
Para concluir tudo aquilo que disse, deixo-vos o conselho de nunca tentarem forçar estes dois sentimentos, pois eles só irão aparecer no momento certo.
Ana Maria, 9.ºA
Pensamentos de um diabo ......... Ana Maria, 9.ºA
16 de novembro de 1518
Meu querido diário!
Hoje, o meu dia foi longo, cansativo e doloroso.
Sei que o meu trabalho é o de levar muitas almas pecadoras para o meu rei, Satanás. Mas, por mais coisas que faça e por mais que me esforce, Lucifer nem um dia de férias me dá!
Estou cansado de ser o mau da fita! Não tenho amigos nenhuns nem tenho com quem desabafar! Sinto-me sozinho e desamparado…
Posso ser um diabo, mas também tenho sentimentos! Por vezes, tenho inveja e ciúmes do anjo, porque é bom e as suas vestes brancas transmitem paz interior. Noutros momentos, também sinto raiva dele, pois ele é justo em tudo o que faz.Sabes, meu amigo, senão fosses tu, a minha vida seria um autêntico inferno! Obrigado por me ouvires!!!
Ana Maria, 9.ºA
Meu querido diário!
Hoje, o meu dia foi longo, cansativo e doloroso.
Sei que o meu trabalho é o de levar muitas almas pecadoras para o meu rei, Satanás. Mas, por mais coisas que faça e por mais que me esforce, Lucifer nem um dia de férias me dá!
Estou cansado de ser o mau da fita! Não tenho amigos nenhuns nem tenho com quem desabafar! Sinto-me sozinho e desamparado…
Posso ser um diabo, mas também tenho sentimentos! Por vezes, tenho inveja e ciúmes do anjo, porque é bom e as suas vestes brancas transmitem paz interior. Noutros momentos, também sinto raiva dele, pois ele é justo em tudo o que faz.Sabes, meu amigo, senão fosses tu, a minha vida seria um autêntico inferno! Obrigado por me ouvires!!!
Até amanhã, amigo!
Ana Maria, 9.ºA
Conselho sincero de um fidalgo pecador
Cais, 27 de junho de 1517Primo Dom Afonso!
Como tens passado este tempo?
Já não nos vemos há muitos anos, meu primo!
Espero que esteja tudo bem contigo e com a tua família. Bem, vais achar estranho o motivo pelo qual te escrevo esta carta, mas é para o teu bem. Vais pensar que sou maluquinho, mas não sou. O que vais ler é tudo verdade e no fundo tem o seu significado. A forma de vida que levei durante este tempo todo não foi a melhor!
Foi uma vida imoral, uma vida má, que ninguém deveria ter. Mas a culpa foi só minha! Fiz as escolhas menos boas para mim mesmo.
Levei uma vida de luxo, prazeres, traição… Só me importava comigo mesmo.
Era autoritário com toda a gente e até mesmo com o meu pajem, que fazia de tudo para me agradar.
Meu primo, eu morri e eu já vi o diabo e o anjo. Fui julgado pelos meus atos de cobardia e vícios. Pensei que o meu destino era o paraíso, mas não. O único destino que me resta é o Inferno, o sítio mais feio que existe, onde estão as almas que pecaram durante a sua vida inteira.
Fiz de tudo para poder escrever-te. Agora, concederam-me o regresso à vida terrena e agradeço por isso.
Mas o que te quero mesmo dizer e aconselhar é que não cometas os mesmo erros que eu. Se já os cometestes ou se tinhas intenções de o fazer não o faças.
É o melhor conselho que te posso dar!
Um abraço do teu primo,

Ufa!!! Que dia extenuante! ........... Luís, 9.ºA
17 de novembro de 1517Querido diário!
Mais um dia cansativo e muito extenuante! Logo ao início do dia, chegaram almas de todas as partes do planeta. E digo-te que algumas até me deram muito trabalho! A primeira foi logo um Fidalgo que dizia que não era pecador e que tinha na terra quem rezasse por ele! Coitado, era mesmo ingénuo!!! Logo a seguir vieram muitas mais… Veio um onzeneiro que dizia que levava a bolsa vazia e um sapateiro que se tentava livrar da maldição, dizendo que tinha dado ofertas à igreja
Mas, o pior nem foi isso… Um maluco da cabeça começou a insultar-me e a chamar-me nomes, só por ter dito que a barca ia para o Inferno.
Hoje, também aconteceu uma coisa muito estranha. Entraram almas para a barca do Anjo… Isto era algo que não acontecia há algumas semanas! AH! AH! AH! AH!
No final do dia, levei todas as almas que estavam a amontoar-se na barca, para o Inferno,… Bem, neste momento, a Terra de Lúcifer já tem cerca de mil milhões de almas e o Paraíso tem apenas sete mil almas, enfim.
Espero que o dia de amanhã não seja tão cansativo, estranho e extenuante como o de hoje.
Até à próxima, amigo!
Luís, 9.ºA
Azáfama no cais!!! ............ Flávio 9.ºA
11 de novembro de 1517
Querido diário!
Detalhe de uma página do"Auto da Barca do Inferno", de Gil Vicente, por Omar Viñole |
Como sempre, estava lá a minha opositora, a célebre e
enjoativa anjinha… Ela é sempre tão repetitiva… Traz sempre umas asinhas
brancas e uma auréola para dizer que é santa. Cá para mim, ela não é anjo.
Bem, vou continuar a contar-te o
meu dia… Comecei a recolher almas logo pela manhã e, como sempre, eles recusaram-se
a entrar. Esta não é nenhuma novidade, pois ninguém quer vir para o inferno. Não
sei qual é a razão para tal recusa, porque isto aqui é tão quentinho! O fidalgo
bem tentou entrar na barca angelical, porém o anjo não o deixou embarcar. Depois
de muito discurso escusado, o fidalgo e as restantes almas tiveram de entrar no
meu batel. Mesmo assim ela levou quatro cavaleiros e um parvo para o paraíso.
Confesso que não fiquei aborrecido, dado que não me fazem cá falta nenhuma. Eu
trouxe um fidalgo, um onzeneiro, um sapateiro, um frade, uma moça, uma
alcoviteira, um judeu, um corregedor, um procurador e um enforcado. Estou felicíssimo!!!
Que festa vou eu fazer nas chamas ardentes do fogo do inferno!!!
Resumidamente, foi assim que correu
o meu dia. Agora, dorme bem e sonha com as diabinhas.Flávio, 9.ºA
Um dia de trabalho de um sapateiro ..... Catarina, 9.ºB
Querido diário!Um dia inesquecível tenho para te contar!
Estava eu a trabalhar, quando, como é normal, chegou uma cliente e pediu o conserto do sapatinho da sua princesa.
Imediatamente olhei para onde ele supostamente deveria estar, porém, por mais que olhasse, não o encontrava. Corri a loja lés a lés todo atrapalhado!
- Onde estará o lindo sapatinho, que salta logo à vista?
Como tu sabes, meu querido diário, eu sou uma pessoa muito organizada, e nunca deixo as coisas fora do lugar. Procurei, procurei, procurei e nada. A cliente, como me viu tao preocupado, tentou sossegar-me, dizendo que passava amanhã.
Eu pedi-lhe desculpa, mas prometi que o encontraria.
Então perdi o resto da minha tarde de trabalho à procura do sapatinho que estava encantado.
Pus aquela loja de pantanas!
Entretanto entrou uma menina, a Joana, filha do meu colega da loja do lado direito e logo correu para o cantinho onde estava um par de botas 45. Imagina, as últimas colocadas por ordem.
Como ela costuma brincar com os meus sapatos, disse-lhe que hoje não era dia de brincadeiras, porque a loja estava desarrumada!
Ela prontificou-se a ajudar na arrumação e não é que, ao pegar nas botas 45, retirou de lá de dentro o encantado sapatinho da princesa!!!
Fiquei surpreendido e, ao mesmo tempo, pasmado ao ouvir a Joana a dizer que o príncipe dela ainda não tinha encontrado o seu sapato.
Imagina, querido diário, a Joana tinha escondido lá o sapato da minha cliente, pensando que era dela e iria ser encontrado pelo príncipe!
Oh, meu Deus!
Se algum dia eu iria pensar que as brincadeiras de fim de tarde da Joana, na minha loja, dariam tanto que falar!
E sabes, amigo, são estes os dias de trabalho que ficam na história!
Até á próxima, querido e especial diário!
Catarina, 9.ºB
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