terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Conselho sincero de um fidalgo pecador

                         Cais, 27 de junho de 1517

Primo Dom Afonso!

Como tens passado este tempo?
Já não nos vemos há muitos anos, meu primo!
Espero que esteja tudo bem contigo e com a tua família. Bem, vais achar estranho o motivo pelo qual te escrevo esta carta, mas é para o teu bem. Vais pensar que sou maluquinho, mas não sou. O que vais ler é tudo verdade e no fundo tem o seu significado. A forma de vida que levei durante este tempo todo não foi a melhor!
Foi uma vida imoral, uma vida má, que ninguém deveria ter. Mas a culpa foi só minha! Fiz as escolhas menos boas para mim mesmo.
Levei uma vida de luxo, prazeres, traição… Só me importava comigo mesmo.
Era autoritário com toda a gente e até mesmo com o meu pajem, que fazia de tudo para me agradar.
Meu primo, eu morri e eu já vi o diabo e o anjo. Fui julgado pelos meus atos de cobardia e vícios. Pensei que o meu destino era o paraíso, mas não. O único destino que me resta é o Inferno, o sítio mais feio que existe, onde estão as almas que pecaram durante a sua vida inteira.
Fiz de tudo para poder escrever-te. Agora, concederam-me o regresso à vida terrena e agradeço por isso.
Mas o que te quero mesmo dizer e aconselhar é que não cometas os mesmo erros que eu. Se já os cometestes ou se tinhas intenções de o fazer não o faças.
É o melhor conselho que te posso dar!

Um abraço do teu primo,
                                                                            Fidalgo Dom Anrique
                                                                                       

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