Vem David Carreira, o cantor, e diz ao
arrais do inferno:
David-Hou daquesta!Diabo-Quem é?
David- É esta a minha naviarra?
Diabo- De quem?
David-Dos cantores?
Diabo-É a vossa barca! Entra.
David-Hou, pesar de meu avô,
Soma vim adoecer
E fui em má-hora a morrer,
E nela, pera mi só.
Diabo-De que morreste?
David-Do coração…
Diabo-Entra. Põe aqui o pé!
David-Houla! Num tombe o zumbuco!
Diabo-Entra cá, cantor tolo!
David-Aguardai,aguardai,houla!
E onde havemos nós d´ ir ter!
Diabo- À porta da ilha perdida.
David- Vamos para onde?
Diabo- Para o inferno. Entra cá!
David- Para o inferno. Eramá!!!
HIU!HIU!Barca do cornudo,
Pero vinagre, beiçudo,
Rachador d´ alverca, huhá!
David dirigi -se à barca
do paraíso.
David-Hou do barco?Anjo-Que queres?
David-Quero entrar na tua barca!
Anjo- David, a vós estou esperando,
Pois morrestes a cantar,
Junto do teu público que te adora!
Sois livres de todo o mal,
E quem morre em tal missão
Merece paz eterna.
E assim David Carreira entrou na barca do paraíso.
Sílvia, 9.ºD
Um texto muito bom e bonito!
ResponderEliminarPedro