Chega o presidente aos cais e, dirigindo-se ao batel infernal, diz:
Presidente - Para onde vai esta barca?
Diabo - Vai para a ilha perdida e já vai partir.
P- Essa barca parece-me uma embarcação pobre!

D- Porque a estais a ver de fora.
P- Porém a que terra me levais?
D- Para o inferno.
P- Terra bem sem sabor!
E passageiros achais para tal habitação?
D- Acho que vós estais em feição para lá ir.
Em que esperais ter proteção?
P- Tenho muito dinheiro, portanto posso pagar a portagem na outra barca.
D- Sim, tens muito dinheiro, contudo não te esqueças que esse dinheiro era dos pobres. Eles, apesar de passarem dificuldades, pagaram os impostos, impostos esses que servem para satisfazer as tuas regalias. Porém não ficaste por aqui… Cortaste nos salários dos que mais precisavam e deste-os a quem mais tinha; cortaste no apoio à renda e, graças a isso, há imensa gente a viver na rua; aumentaste os impostos, por isso há gente a passar fome. E sabes que tudo isto se ficou a dever a ti!!!
Vai-se o presidente, todo confiante, à barca do Anjo e diz:
Presidente - Boa tarde, Senhor da barca,
É esta a barca do paraíso?
Anjo - É esta! Que quereis?
P- Que me deixeis embarcar. Tenho dinheiro, posso pagar.
A- Se pensas que passas só por teres dinheiro, enganas-te.
P- Então que devo fazer?
A- Agora já vais tarde, já não podes fazer nada. Devias ter sido bondoso, em vez de teres sido egoísta, invejoso, autoritário e todos os outros adjetivos que descrevem a tua ganância.
Vai agora trabalhar já que não o fizeste na vida terrena.
Torna o presidente à barca do Inferno, cabisbaixo.
D-Entrai, entrai então.
P- Nada do que fiz em vida me está a ajudar agora. Sou um pobre coitado, que entrou na barca dos danados!!!
D- Chora, chora! Ahahahhaha! Que eu agora rio.
Diana, 9.ºD
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