Chega ao cais o ministro das finanças trazendo uma pasta. Este vê duas barcas e aproxima-se da que está mais enfeitada.
M.F: Para onde caminhais?
Diabo: Meu parente, nós vamos para a ilha perdida.
M.F: Para a ilha perdida?! Onde fica?
Diabo: No inferno. Despacha-te a entrar, pois vamos arrancar.
M.F: Eu não entrarei nessa barca. Nunca fiz mal nenhum.
Diabo: Ai não? E o dinheiro que roubaste ao povo português, quando estavas no poder.
M.F- Eu não roubei o povo.
Diabo: Então para onde ia o dinheiro daqueles pesados impostos que tu cobraste ao povo português?
M.F-Era para pagar a dívida!!!
Diabo- Não me enganes mais e entra para esta barca, para assim partirmos para a infernal comarca.
M.F- Não vou entrar nessa barca.
Então dirige-se à barca do Anjo e diz:
M.F: Hou! Estou aqui… Já podemos partir.
Anjo: Partir?... Para onde queres ir?
M.F: Eu vou para o Paraíso.
Anjo: Para o Paraíso? Deves estar a brincar! Vai para a barca do meu vizinho, pois aqui não entrarás.
M.F: E qual é a razão para tal recusa?
Anjo: Aqui só entra que fez o bem na terra e tu não o fizeste.
M.F- Eu pago a minha entrada, pois tenho dinheiro.
Anjo: Dinheiro que roubaste ao povo português.
M.F: Juro que só roubei um bocadinho, para eu viver melhor.
Anjo: E não te lembraste do povo português que tanto sofria. Aqui não entrarás de forma alguma.
Torna o ministro das finanças à barca do inferno e diz:M.F: Hou! Vamos remar, pois o caminho vai ser longo.
Diabo: Entra, entra. Remarás… Partiremos já de seguida, para não perder a maré.
Edmilson Guedes, 9ºD

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