quarta-feira, 9 de janeiro de 2013


Vem David Carreira, o cantor, e diz ao arrais do inferno:
David-Hou daquesta!
Diabo-Quem é?
David- É esta a minha naviarra?
Diabo- De quem?
David-Dos cantores?
Diabo-É a vossa barca! Entra.
David-Hou, pesar de meu avô,
         Soma vim adoecer              
         E fui em má-hora a morrer,
         E nela, pera mi só.      
Diabo-De que morreste?
David-Do coração…
Diabo-Entra. Põe aqui o pé!
David-Houla! Num tombe o zumbuco!
Diabo-Entra cá, cantor tolo!
David-Aguardai,aguardai,houla!
          E onde havemos nós d´ ir ter!
Diabo- À porta da ilha perdida.
David- Vamos para onde?
Diabo- Para o inferno. Entra cá!
David- Para o inferno. Eramá!!!
          HIU!HIU!Barca do cornudo,
          Pero vinagre, beiçudo,
          Rachador d´ alverca, huhá!

David dirigi -se à barca do paraíso.
David-Hou do barco?
Anjo-Que queres?
David-Quero entrar na tua barca!
Anjo- David, a vós estou esperando,
         Pois morrestes a cantar,
         Junto do teu público que te adora!
         Sois livres de todo o mal,
         E quem morre em tal missão
         Merece paz eterna.
                                                                                        
        E assim David Carreira entrou na barca do paraíso.

Sílvia, 9.ºD
 

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