quinta-feira, 30 de maio de 2013

O encontro com o gigante Adamastor

                                                                                                      22 de novembro de 1497

            Olá meu amigo marujo!
            Hoje foi um dia muito cansativo para toda a tripulação, mas especialmente para mim.
            Depois de termos ancorado na baía de Santa Helena, local onde conhecemos outros povos, aos quais dignámos contar a nossa história, estes também nos contaram lendas maravilhosas sobre o mar e a terra. Foram momentos bem passados!… O clima era excelente e habituámo-nos rapidamente a ele; as terras eram férteis e estes povos, apesar de pouco desenvolvidos, sabem retirar o melhor que a terra lhes dá. Mas pouco tempo estivemos lá, pois o futuro esperava-nos e a felicidade acabou depressa.
           Eu, como capitão-mor desta armada, que pretende atingir a Índia pela rota do Cabo das Tormentas, agora mais conhecido por Cabo da Boa Esperança, fui confrontado com tal gigante. Quando tal coisa aconteceu, vi-me num tremendo desespero, pois não sabia nem por sombras o que realmente me esperava. A lenda dizia que, naquele preciso local, o mundo acabava, mas a minha tripulação estava preparada para isso e muito mais. A maior parte deles tinha mulher e filhos, porém a curiosidade e a coragem falava mais alto e nunca desistimos!
            O Adamastor, falado também nessa lenda, era um monstro ou mais que isso, um ser inimaginável aos olhos do ser humano. Este, segundo os nativos anteriormente visitado, era um ser robusto e vigoroso, que se mostrava no ar. A sua face detinha uma barba suja de algas e os seus olhos eram encovados e demonstravam a sua personalidade medonha.
            Mas eu, Vasco da Gama, não demonstrei o meu medo e fúria ao aproximar-me do cabo, porque a minha tripulação é a minha família e não podia fazê-los sofrer ou duvidar do seu destino.  
            No preciso momento em que estava a passar pelo Cabo das Tormentas, um enorme vulto surgiu na popa do navio. Não se conseguia ver ao certo o que era, mas seria decerto o famoso Adamastor. Uma tempestade se ergueu perante nós e lá estava ele a assombrar-nos, até que se resolveu… Nesse momento, o meu coração deixou de trabalhar, os meus pulmões de respirar e o meu cérebro não sabia o que fazer. Mas, no momento seguinte, aconteceu precisamente o contrário! Tudo funcionava a uma velocidade espantosa, por isso decidi-me finalmente.
            Mandei a tripulação fazer o mais indicado para esse momento e ela, como sempre, fê-lo sem vacilar. Aquele monstro quase nos afundou…
             Porém passamos esse desafio, sãos e salvos! Estávamos tão felizes e a adrenalina estava à flor da pele... Até que, de repente, deparámo-nos outra vez com o tal colosso, mas agora mesmo à frente da nossa proa. Todavia, contrariamente a tudo aquilo que se dizia, ele era uma onda gigantesca que ocorrera ali. Esta foi a mais difícil de combater, no entanto ultrapássmos todas aquelas desventuras.

            A minha família estava de novo nas minhas mãos! Conseguimos, então, ultrapassar o desafio mortal. Agora sim, a nossa felicidade era permanente, a festa começara…

            Já é de noite e estou muito cansado. Pretendo parar uns dias num porto próximo, para a minha tripulação descansar.

Até uma próxima aventura! Descansa também, meu querido marinheiro.
                                                                                                      Liliana, 9.A

3 comentários:

  1. Este texto fala do gigante Adamastor que era uma lenda. A tripulação de Vasco da gama decidiu ir ao encontro dele, por que a curiosidade falava mais alto.

    Elsa, 8.A

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  2. Este texto está muito bem elaborado e consegue mostrar a adrenalina que o Vasco da Gama viveu quando estava a passar o tão temido Cabo das Tormentas.
    Está muito bonito :)

    Matilde, 8ºA

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  3. A tripulação de Vasco da Gama teve muitos desafios, mas conseguiram ultrapassar, "hoje" estão todos bem.

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