quinta-feira, 6 de junho de 2013

Vasco da Gama despede-se dos seus familiares em Belém





 

8 de julho de 1447
Ontem, 8 de julho, foi o grande dia! Foi o dia em que começou a nossa viagem até à Índia.
Durante a manhã, e depois de termos as naus já aparelhadas para a viagem, comemos, bebemos e descansámos. Entretanto, chegou a hora da despedida daqueles que nos eram mais próximos. Saímos do Tejo por volta das duas horas da tarde. O mar estava calmo, o vento favorável à navegação e o céu limpo e azul como a água do mar.
As naus saíram carregadas de produtos nacionais, tais como mel, cortiça, madeira, vinho, entre outros.
Hoje, 9 de julho, eu e a tripulação continuamos a navegar no gigante azul. À medida que vamos rasgando o mar rumo ao Oriente, a nossa costa vai desaparecendo no horizonte longínquo. A tripulação está motivada, pois sabe que, se encontrarmos o caminho marítimo para a Índia, seremos eternamente recordados e jamais cairemos nas águas do esquecimento. Embora receosos das lendas, em que monstros engolem as tripulações, o desejo de aventura e a ânsia de descoberta fazem-nos continuar.
Os motivos que nos levam a embarcar em tal aventura e a pôr em risco a nossa vida são a economia e a religião. Desejamos vivamente iniciar relações económicas com a Índia e expandir a fé cristã.
Bom, confesso que o meu coração se encontra bem apertado como se fosse o de uma pequena ave aflita, quando aprisionada pelo seu dono. As proas das nossas naus sulcam lentamente as águas até agora calmas e límpidas. Espero que continuem boas condições atmosféricas e que a tripulação continue motivada. A motivação é a porta para o sucesso da nossa missão. Oxalá Deus nos ajude a chegar, sãos e salvos, cumprindo os desígnios do nosso rei, Dom Manuel. 
José Veloso, 9.ºB

1 comentário:

  1. José,
    o teu texto está bem construído, o vocabulário é rico e as comparações que usaste no texto são muito expressivas.

    A comparação que nós mais gostámos foi aquela que compara o coração apertado com uma pequena ave aflita quando está presa numa gaiola. A ave está aflita, porque não tem liberdade e deseja voar; o coração encontra-se apertado por causa da ansiedade provocada pela viagem.

    Alunos do apoio a Português - 8.A

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