sábado, 12 de janeiro de 2013


Brísida Vaz começa uma discussão com o Frade, dizendo:
Brí.- Cá estamos todos!
       Bem dizia a minha mãe
       que cada um tem o seu destino já traçado…
       Ninguém se vê livre dos seus pecados. Não é, Frade?

Fra.- Meu Deus, tira-me daqui…
        Tudo o que eu fiz, não foi por mal!
        Aquela mulher levou-me a pecar!

Brí.- Então, Frade! Agora é que estás a rezar?
       Devê-lo-ias ter feito antes de pensar em namorar!

Fra.- Cala-te, mulher infernal!
        Cala-te, Satanás!
        Tudo o que fiz
        foi por causa de mulheres como tu,
        que parecem indefesas,
        mas que, sem darmos conta,
        se revelam diabólicas,
        utilizando as suas armas
        para apanhar “santos” como eu!

Brí.- Ah! Ah! Ah!
       Deixa-me rir! 

       Agora dizes que não tiveste culpa e que eras um “santo”.
       Deixa-me rir!

 Fid.- Então, suposto santo,
        aquele que eu via,
        todas as terças-feiras,
        na propriedade da Brísida Vaz,
        não eras tu, pois não?
        Era o teu irmão gémeo?

Brí.- Mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo…
       Para de fingir, ó Frade de meia tigela,
       pois só te enterras mais!

Fra.- Já te disse para te calares, alcoviteira!
        Os teus pecados não têm perdão…
        Tu nem deves saber rezar …

Diabo- Se não souber o Pai Nosso,
          também não precisa de o aprender!
          Para onde vamos, não necessitas de rezar!
          Já rezaste o suficiente, lá em baixo!
          Ah! Ah! Ah!

 Brí.- Sabes, ó Fradezito,
        eu não nasci em berço de ouro, como tu.
        Nunca fui à escola
        e, que me lembre, nunca entrei numa igreja.
        Eu nasci e morri na casa que tu frequentavas!
        Mas, como vês, cada um tem o seu destino…
        E olha que o teu não é diferente do meu!

Fid.- Se o estatuto social ou o dinheiro que nós temos contasse,
       eu também não estaria aqui!
       Mas tens de te conformar,
       porque este é o nosso destino…

Diabo- Têm toda a razão!
          E como o vosso destino é ótimo,
          apenas têm de remar…
          Agora, calem-se!!!
          Não vale a pena se lamentarem…
          Lembrem-se que o bilhete é só de ida!

 
Liliana, 9.ºA

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013


Chega um ministro ao cais e vê duas barcas. Dirige-se à barca do inferno, pois foi a que lhe chamou mais a atenção.

Ministro- Hou da barca! Hou da barca! Onde está o marinheiro deste cortiço engalanado?
Diabo-Cortiço não! É uma bela barca! Sou o marinheiro dela! O que quereis?
Ministro-Quero saber o destino dela.
Diabo- O seu destino é para onde irás, a ilha perdida.
M- A ilha perdida… o que é?
D-O Inferno!
M- O Infernoestá bonito! Eu sou ministro. Para o inferno eu não vou. Onde já se viu… Eu no inferno!
D- Sim, tu. Achavas que quem abusa do bom povo poderá alguma vez ir para o paraíso.
M- Abusar do povo? Que disparate! Eu só faço o que é preciso para salvar o meu país.
D- Sim, sim! Tu não me enganas!
M- Oh! Eu vou àquela barca, para ver se lá entro.

Dirige-se á barca do Anjo, para tentar a sua sorte.
M-Bom dia! Então, está aí alguém?
A- Sim, estou eu. Que quereis?
M- Eu quero entrar nessa barca.
A- Eu não deixo entrar quem rouba os mais pobres, obrigando-os a pagar pesados impostos.
M- Pronto, eu pago a entrada.
A-Nem penses nisso. Vai para o inferno, seu miserável, e aproveita bem os castigos que terás que suportar.

O ministro, cabisbaixo, lá vai em direção à barca infernal e nela entra.
Eduarda, 9.ºD
 

Vem David Carreira, o cantor, e diz ao arrais do inferno:
David-Hou daquesta!
Diabo-Quem é?
David- É esta a minha naviarra?
Diabo- De quem?
David-Dos cantores?
Diabo-É a vossa barca! Entra.
David-Hou, pesar de meu avô,
         Soma vim adoecer              
         E fui em má-hora a morrer,
         E nela, pera mi só.      
Diabo-De que morreste?
David-Do coração…
Diabo-Entra. Põe aqui o pé!
David-Houla! Num tombe o zumbuco!
Diabo-Entra cá, cantor tolo!
David-Aguardai,aguardai,houla!
          E onde havemos nós d´ ir ter!
Diabo- À porta da ilha perdida.
David- Vamos para onde?
Diabo- Para o inferno. Entra cá!
David- Para o inferno. Eramá!!!
          HIU!HIU!Barca do cornudo,
          Pero vinagre, beiçudo,
          Rachador d´ alverca, huhá!

David dirigi -se à barca do paraíso.
David-Hou do barco?
Anjo-Que queres?
David-Quero entrar na tua barca!
Anjo- David, a vós estou esperando,
         Pois morrestes a cantar,
         Junto do teu público que te adora!
         Sois livres de todo o mal,
         E quem morre em tal missão
         Merece paz eterna.
                                                                                        
        E assim David Carreira entrou na barca do paraíso.

Sílvia, 9.ºD
 


Chega ao cais o ministro das finanças trazendo uma pasta. Este vê duas barcas e aproxima-se da que está mais enfeitada.
M.F: Para onde caminhais?
Diabo: Meu parente, nós vamos para a ilha perdida.
M.F: Para a ilha perdida?! Onde fica?
Diabo: No inferno. Despacha-te a entrar, pois vamos arrancar.
M.F: Eu não entrarei nessa barca. Nunca fiz mal nenhum.
Diabo: Ai não? E o dinheiro que roubaste ao povo português, quando estavas no poder.
M.F- Eu não roubei o povo.
Diabo: Então para onde ia o dinheiro daqueles pesados impostos que tu cobraste ao povo português?
M.F-Era para pagar a dívida!!!
Diabo- Não me enganes mais e entra para esta barca, para assim partirmos para a infernal comarca.
M.F- Não vou entrar nessa barca.

Então dirige-se à barca do Anjo e diz:
M.F: Hou! Estou aqui… Já podemos partir.
Anjo: Partir?... Para onde queres ir?
M.F: Eu vou para o Paraíso.
Anjo: Para o Paraíso? Deves estar a brincar! Vai para a barca do meu vizinho, pois aqui não entrarás.
M.F: E qual é a razão para tal recusa?
Anjo: Aqui só entra que fez o bem na terra e tu não o fizeste.
M.F- Eu pago a minha entrada, pois tenho dinheiro.
Anjo: Dinheiro que roubaste ao povo português.
M.F: Juro que só roubei um bocadinho, para eu viver melhor.
Anjo: E não te lembraste do povo português que tanto sofria. Aqui não entrarás de forma alguma.

Torna o ministro das finanças à barca do inferno e diz:M.F: Hou! Vamos remar, pois o caminho vai ser longo.
Diabo: Entra, entra. Remarás… Partiremos já de seguida, para não perder a maré.

                                                                 Edmilson Guedes, 9ºD



 

Um ladrão chega ao cais com um saco cheio de dinheiro. Dirigiu-se à barca do inferno, pois era a que estava mais decorada.

-Ladrão: Para onda vai esta barca?
-Diabo: Para o inferno.
-Ladrão: Para o inferno? Nunca na minha vida irei para o inferno!!! Roubo para ajudar os pobres, por isso não mereço ir em tal barca.

Logo que o ladrão acabou da falar com o Diabo, dirigiu-se para a barca do Anjo, o arrais do paraíso.
-Ladrão: Para onde vai esta barca?
-Anjo: Para um sítio onde tu não podes ir. Cometestes muitos crimes e pecados na vida terrena, portanto não te deixarei entrar!
-Ladrão: Eu pago para entrar nesta barca.
-Anjo: Não aceito dinheiro e muito menos dinheiro sujo!

Após o ladrão ter falado com o Anjo, voltou para a barca do inferno e finalmente entrou arrependido de todo o mal que fez na vida terrena.


 Francisco, 9.ºD
 

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013


Chega ao cais uma menina chamada Diana, trazendo uma bola na mão, e, dirigindo-se à barca infernal, diz:

Diana- Olá, Diabo!
Diabo- O que quereis?
Diana- Saber para onde vai esta barca.
Diabo- Vai para o inferno!
Diana-Não quero entrar nesse sítio!
Diabo- De que morreste?
Diana-Estava jogar futebol, quando a bola foi para o meio da estrada. Eu fui atrás dela, e, de repente, um carro veio contra mim. Uma ambulância chegou 15 minutos depois, mas morri a caminho do hospital!
Diabo- Devias ter vindo mais cedo, porque estou com presa!
Diana-Vou para a outra barca!

Chega à outra barca, onde se encontra o Anjo, e pergunta:
Diana-Para onde vai esta barca?
Anjo-Vai para o paraíso!
Diana-Posso entrar nela?
Anjo-Sim, porque tiveste uma vida honesta e sem pecados!
Diana-Obrigado, Anjo!


A Diana entrou na barca do Anjo e, de seguida, partiu para o seu destino.

André, 9.ºD

Pai Natal entra na barca angelical


Entra no cais o Pai Natal, vestido com o seu fato vermelho. O homem das barbas brancas traz um saco cheio de presentes e a sua campainha. Dirigindo-se para a barca mais enfeitada, a do inferno, capitaneada pelo Diabo, diz:

Pai Natal - Hou da barca!
Diabo - Olha quem vem lá! Olha o barbudo! Entra cá!                                                        
Pai Natal - Para onde vai esta barca?
Diabo - Para a Terra dos Danados! Podes entrar! 
Pai Natal – Ah-a-a!!! Que estais a dizer? Juro a Deus que te não entendo.                        
Diabo - Vai para o inferno. Põe aqui o pé.
Pai Natal - Não hei de eu embarcar em tal sítio, pois lá na vida terrena fiz muitas coisas muito bonitas que tu provavelmente jamais farias.
Diabo - Ai sim! E que coisas são essas?
Pai Natal - Dei presentes às crianças mais carenciadas e às crianças órfãs. Isto chega? Já te provei que aí não entro? Bem me parecia que sim!!!  
Diabo - Isso pensas tu! Vai para aquela barca e depois veremos. Ah! Ah! Ah!

Dirigindo-se ao batel do Anjo, diz:
Pai Natal – Ó Arrais da barca do paraíso, posso entrar?
Anjo - Tu entrarás, se quiseres, pois, em toda a tua vida, ajudaste os mais pobres e os mais carenciados.

Liliana, 9.ºD

Presidente em julgamento ............... Diana, 9.ºD


Chega o presidente aos cais e, dirigindo-se ao batel infernal, diz:

Presidente - Para onde vai esta barca?

Diabo - Vai para a ilha perdida e já vai partir.
P- Essa barca parece-me uma embarcação pobre!

D- Porque a estais a ver de fora.

P- Porém a que terra me levais? 

D- Para o inferno.

P- Terra bem sem sabor!
    E passageiros achais para tal habitação?

D- Acho que vós estais em feição para lá ir.
     Em que esperais ter proteção?

P- Tenho muito dinheiro, portanto posso pagar a portagem na outra barca.

D- Sim, tens muito dinheiro, contudo não te esqueças que esse dinheiro era dos pobres. Eles, apesar de passarem dificuldades, pagaram os impostos, impostos esses que servem para satisfazer as tuas regalias. Porém não ficaste por aqui… Cortaste nos salários dos que mais precisavam e deste-os a quem mais tinha; cortaste no apoio à renda e, graças a isso, há imensa gente a viver na rua; aumentaste os impostos, por isso há gente a passar fome. E sabes que tudo isto se ficou a dever a ti!!!

Vai-se o presidente, todo confiante, à barca do Anjo e diz:

Presidente - Boa tarde, Senhor da barca,
                    É esta a barca do paraíso?

Anjo - É esta! Que quereis?

P- Que me deixeis embarcar. Tenho dinheiro, posso pagar.

A- Se pensas que passas só por teres dinheiro, enganas-te.

P- Então que devo fazer?
A- Agora já vais tarde, já não podes fazer nada. Devias ter sido bondoso, em vez de teres sido egoísta, invejoso, autoritário e todos os outros adjetivos que descrevem a tua ganância.
Vai agora trabalhar já que não o fizeste na vida terrena.

Torna o presidente à barca do Inferno, cabisbaixo.
D-Entrai, entrai então.

P- Nada do que fiz em vida me está a ajudar agora. Sou um pobre coitado, que entrou na barca dos danados!!!

D- Chora, chora! Ahahahhaha! Que eu agora rio.
Diana, 9.ºD

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Amor e amizade: sentimentos que se completam

 
O amor e a amizade são dois sentimentos que estão de forma constante presentes na vida de cada um. Isso toda a gente sabe e ninguém dúvida!

Também é sabido que estes dois sentimentos apresentam algumas parecenças. Assim sendo, tanto o amor como a amizade mexem com os nossos sentimentos, com o nosso estado psicológico e com o nosso próprio ser. Ambos nos podem trazer felicidade, mas também nos podem conduzir ao sofrimento.
A amizade é algo que sentimos por alguém que nos é próximo, por alguém que nos compreende, por alguém que nos sabe aconselhar, por alguém que é nosso amigo e que está lá nos bons e nos maus momentos, sem julgar aquilo que nos acontece.
Já o amor é um sentimento forte, bonito e inexplicável, pois ninguém sabe como surge, quando aparece ou desaparece ou até mesmo por quem o vamos sentir. Também devo afirmar que o amor pode revelar-se de duas formas diferentes! Podemos sentir amor pela nossa família ou podemos
senti-lo por alguém mais especial, que pode vir a tornar-se a pessoa com quem vamos passar o resto dos nossos dias.
 A amizade e o amor são realmente dois sentimentos que toda a gente sente ao longo da vida e, por vezes, ajudam-nos a decidir alguns caminhos a seguir.

 Para concluir tudo aquilo que disse, deixo-vos o conselho de nunca tentarem forçar estes dois sentimentos, pois eles só irão aparecer no momento certo.
                                                                     


                
                                                                                        Ana Maria, 9.ºA


Pensamentos de um diabo ......... Ana Maria, 9.ºA

                                                                           16 de novembro de 1518

Meu querido diário!

Hoje, o meu dia foi longo, cansativo e doloroso.
Sei que o meu trabalho é o de levar muitas almas pecadoras para o meu rei, Satanás. Mas, por mais coisas que faça e por mais que me esforce, Lucifer nem um dia de férias me dá!
Estou cansado de ser o mau da fita! Não tenho amigos nenhuns nem tenho com quem desabafar! Sinto-me sozinho e desamparado…
Posso ser um diabo, mas também tenho sentimentos! Por vezes, tenho inveja e ciúmes do anjo, porque é bom e as suas vestes brancas transmitem paz interior. Noutros momentos, também sinto raiva dele, pois ele é justo em tudo o que faz.
Sabes, meu amigo, senão fosses tu, a minha vida seria um autêntico inferno! Obrigado por me ouvires!!!

Até amanhã, amigo!


                                                                    Ana Maria, 9.ºA

Conselho sincero de um fidalgo pecador

                         Cais, 27 de junho de 1517

Primo Dom Afonso!

Como tens passado este tempo?
Já não nos vemos há muitos anos, meu primo!
Espero que esteja tudo bem contigo e com a tua família. Bem, vais achar estranho o motivo pelo qual te escrevo esta carta, mas é para o teu bem. Vais pensar que sou maluquinho, mas não sou. O que vais ler é tudo verdade e no fundo tem o seu significado. A forma de vida que levei durante este tempo todo não foi a melhor!
Foi uma vida imoral, uma vida má, que ninguém deveria ter. Mas a culpa foi só minha! Fiz as escolhas menos boas para mim mesmo.
Levei uma vida de luxo, prazeres, traição… Só me importava comigo mesmo.
Era autoritário com toda a gente e até mesmo com o meu pajem, que fazia de tudo para me agradar.
Meu primo, eu morri e eu já vi o diabo e o anjo. Fui julgado pelos meus atos de cobardia e vícios. Pensei que o meu destino era o paraíso, mas não. O único destino que me resta é o Inferno, o sítio mais feio que existe, onde estão as almas que pecaram durante a sua vida inteira.
Fiz de tudo para poder escrever-te. Agora, concederam-me o regresso à vida terrena e agradeço por isso.
Mas o que te quero mesmo dizer e aconselhar é que não cometas os mesmo erros que eu. Se já os cometestes ou se tinhas intenções de o fazer não o faças.
É o melhor conselho que te posso dar!

Um abraço do teu primo,
                                                                            Fidalgo Dom Anrique
                                                                                       

Ufa!!! Que dia extenuante! ........... Luís, 9.ºA

                                          17 de novembro de 1517

Querido diário!

Mais um dia cansativo e muito extenuante! Logo ao início do dia, chegaram almas de todas as partes do planeta. E digo-te que algumas até me deram muito trabalho! A primeira foi logo um Fidalgo que dizia que não era pecador e que tinha na terra quem rezasse por ele! Coitado, era mesmo ingénuo!!! Logo a seguir vieram muitas mais… Veio um onzeneiro que dizia que levava a bolsa vazia e um sapateiro que se tentava livrar da maldição, dizendo que tinha dado ofertas à igreja
Mas, o pior nem foi isso… Um maluco da cabeça começou a insultar-me e a chamar-me nomes, só por ter dito que a barca ia para o Inferno.
Hoje, também aconteceu uma coisa muito estranha. Entraram almas para a barca do Anjo… Isto era algo que não acontecia há algumas semanas! AH! AH! AH! AH!
No final do dia, levei todas as almas que estavam a amontoar-se na barca, para o Inferno,… Bem, neste momento, a Terra de Lúcifer já tem cerca de mil milhões de almas e o Paraíso tem apenas sete mil almas, enfim.
Espero que o dia de amanhã não seja tão cansativo, estranho e extenuante como o de hoje.

Até à próxima, amigo!
                                                                              Luís, 9.ºA

Feliz Ano de 2013 para todos!!!



Azáfama no cais!!! ............ Flávio 9.ºA


11 de novembro de 1517

Querido diário!

Detalhe
de uma página do"Auto da Barca do Inferno", de Gil Vicente,
por Omar Viñole
Hoje, tive um dia muito complicado, pois tive de ir buscar almas penadas que tinham acabado de morrer. Como sempre, levei comigo o meu ajudante, que me enfeitou a barca, para chamar a atenção de todas as almas pecadoras e não pecadoras que iam chegando ao cais. Quantas mais almas melhor, pois, como sabes, elas trabalham para mim. HI! HI! HI! HI!
Como sempre, estava lá a minha opositora, a célebre e enjoativa anjinha… Ela é sempre tão repetitiva… Traz sempre umas asinhas brancas e uma auréola para dizer que é santa. Cá para mim, ela não é anjo.
Bem, vou continuar a contar-te o meu dia… Comecei a recolher almas logo pela manhã e, como sempre, eles recusaram-se a entrar. Esta não é nenhuma novidade, pois ninguém quer vir para o inferno. Não sei qual é a razão para tal recusa, porque isto aqui é tão quentinho! O fidalgo bem tentou entrar na barca angelical, porém o anjo não o deixou embarcar. Depois de muito discurso escusado, o fidalgo e as restantes almas tiveram de entrar no meu batel. Mesmo assim ela levou quatro cavaleiros e um parvo para o paraíso. Confesso que não fiquei aborrecido, dado que não me fazem cá falta nenhuma. Eu trouxe um fidalgo, um onzeneiro, um sapateiro, um frade, uma moça, uma alcoviteira, um judeu, um corregedor, um procurador e um enforcado. Estou felicíssimo!!! Que festa vou eu fazer nas chamas ardentes do fogo do inferno!!!
Resumidamente, foi assim que correu o meu dia. Agora, dorme bem e sonha com as diabinhas.

                                                                        Flávio, 9.ºA

Um dia de trabalho de um sapateiro ..... Catarina, 9.ºB


14 de novembro de 1517
Querido diário!

Um dia inesquecível tenho para te contar!
Estava eu a trabalhar, quando, como é normal, chegou uma cliente e pediu o conserto do sapatinho da sua princesa.
Imediatamente olhei para onde ele supostamente deveria estar, porém, por mais que olhasse, não o encontrava. Corri a loja lés a lés todo atrapalhado!
- Onde estará o lindo sapatinho, que salta logo à vista?
Como tu sabes, meu querido diário, eu sou uma pessoa muito organizada, e nunca deixo as coisas fora do lugar. Procurei, procurei, procurei e nada. A cliente, como me viu tao preocupado, tentou sossegar-me, dizendo que passava amanhã.
Eu pedi-lhe desculpa, mas prometi que o encontraria.
Então perdi o resto da minha tarde de trabalho à procura do sapatinho que estava encantado.
Pus aquela loja de pantanas!
Entretanto entrou uma menina, a Joana, filha do meu colega da loja do lado direito e logo correu para o cantinho onde estava um par de botas 45. Imagina, as últimas colocadas por ordem.
Como ela costuma brincar com os meus sapatos, disse-lhe que hoje não era dia de brincadeiras, porque a loja estava desarrumada!
Ela prontificou-se a ajudar na arrumação e não é que, ao pegar nas botas 45, retirou de lá de dentro o encantado sapatinho da princesa!!!
Fiquei surpreendido e, ao mesmo tempo, pasmado ao ouvir a Joana a dizer que o príncipe dela ainda não tinha encontrado o seu sapato.
Imagina, querido diário, a Joana tinha escondido lá o sapato da minha cliente, pensando que era dela e iria ser encontrado pelo príncipe!
Oh, meu Deus!
Se algum dia eu iria pensar que as brincadeiras de fim de tarde da Joana, na minha loja, dariam tanto que falar!
E sabes, amigo, são estes os dias de trabalho que ficam na história!

Até á próxima, querido e especial diário!

                                                                                                                      Catarina, 9.ºB
 

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Um diabinho apaixonado confessa-se ao seu diário .......... Beatriz, 9.ºA


                                                                                                    15 de dezembro de 1517

Querido Diário!

Desculpa não te ter escrito durante alguns dias, mas os preparativos da barca foram muito cansativos. Porém aqui estou eu a contar-te o que se tem passado.
Neste momento, estou na passagem infernal, a caminho da nossa maravilhosa, ou melhor, da nossa ardente terra do inferno, a caminho de casa…
Sabes, não estou feliz… Se bem que já tenha na minha barca um fidalgo de solar, um sapateiro, um onzeneiro, uma alcoviteira, um frade e a sua amante, um corregedor, um enforcado e um judeu com um bode, para levar para as terras de Lúcifer, eu sinto que me falta algo. Tal tem acontecido desde algumas viagens para cá. Sinto um aperto no peito e ando a desconfiar que seja a ausência da comandante do lado.
Ah! Meu querido diário, ajuda-me!
Ela é a minha inimiga natural!
Como poderei sentir tal coisa? Será amor? Amor num diabo? Isto é muito mau! Mas não consigo evitar! São saudades…
Será que ela sente o mesmo por mim? Ai! Ai!
Até fiz um poema… olha só: 
                        Anjinha do meu coração,
                        O meu desejo era que pecasses,
                        Para que um dia
                        Ao pé de mim ficasses!
Isto não é normal! Que sentimento é este? Ou melhor, que doença é esta?
Mas ,pronto, amanhã é um novo dia e talvez já não me lembre desta parvoíce!
Tem uma boa noite!Até à próxima, amigo!

                                                                                                           Beatriz, 9.ºA

Carta do fidalgo "Dom Anrique" para o seu primo Dom Dinis ........... Inês, 9.ºB

                                                                      Cais, 15 de outubro de 1517
Primo Dom Dinis,
escrevo-te esta carta para te alertar dos pecados que cometeste ou que cometerás. Peço-te para os evitares, pois, depois de os cometeres, terás uma horrível recompensa.
Eu cometi graves pecados e agora estou completamente destruído e sem forma melhor de viver. Querem levar-me para um local onde não farei uma vida normal.
Tais pecados me levaram a esta desgraça, por isso te aconselho, como teu primo que gosta de ti, a levares a vida conforme Deus pede. Faz o que te pedem de boa fé, luta para que a tua vida não fique numa total desgraça, vive sem maldades, faz todos os possíveis para seres feliz!
Para onde me querem levar, não serei feliz e lá terei de superar tudo sem vida.
Não cometas pecados, pois podes ter uma vida rica de alegria. Podes vir a ser um grande homem na terra e vir a ter os melhores luxos da tua vida.
Agora a desgraça abateu-se na minha vida! Vai tudo acabar para mim!
Quando cometi tais pecados nunca pensei que me viria a acontecer tal desgraça.
Espero que penses naquilo que te aconselhei e nunca sigas pelo caminho para onde me querem levar.
Felicidades e um abraço do tamanho deste mundo do lado de cá!   
                                                                            Fidalgo Dom Anrique

Inês, 9.ºB

O encontro entre o Diabo e o Onzeneiro ......... Ana Lúcia, 9.ºA


                                                                                  17 de junho de 1520

 Meu querido Diário!

Cá estou eu, pronto para desabafar contigo! Hoje o dia foi muito longo, cheio de azáfama e correria.
Nem sabes quem é que entrou cá, hoje! Estás preparado? O Onzeneiro! Admirado? Pois ele também ficou assim, quando teve que meter aqui os pés. Ao início, não queria entrar, pois só se defendia, dizendo que nunca na vida dele tinha pecado e que não tinha nem ponta de ladrão. Até a ele próprio conseguiu enganar! Mas, o pior disto tudo foi que ele me insultou, chamando-me de cornudo! Ah! Acha-se ele importante!
Bom, mas o melhor disto tudo é que já cá canta mais um! Estamos a ficar com a lotação esgotada!!! Hi! Hi! Hi!
Agora, tenho que ir aos meus afazeres, porque ainda tenho que tratar de uma papelada. Com a entrada de mais um diabrete, nem tive tempo para ver como andam as coisas!

Por hoje não tenho mais nada para te dizer… Mal aconteça outra peripécia, venho logo contar-ta… 
Dorme bem!
                                                       Ana Lúcia, 9.ºA

  

O magusto do Diabo ............... Alex, 9.ºA

                                                                           10 de novembro de 2012

 Meu querido diário!

Hoje, o dia correu-me mesmo mal, principalmente quando fui às compras e quando fiz o magusto.
Quando fui às compras, esqueci-me da coca-cola, no parque de estacionamento. Ainda por cima, este refrigerante está caríssimo! Isto aconteceu quando o Anjo embateu contra o meu carro por já estar embriagado! Lá se foi o meu Diabomóbil…
À tarde, quando estava a assar castanhas, comecei a cantarolar e sem dar conta reparei que estava a cantar a música: “Estava a assar castanhas… tinha o lume a arder. Queimei um corninho, sem ninguém saber. Se fosse outra coisa, eu não me importava, mas era o corninho que eu usava para dar a cornada!!!”.
Bom, e como já percebeste, queimei um corninho. Foi muito doloroso!
Dorme bem e até amanhã!!!


Alex, 9.ºA


Página do diário do Diabo ........ Tânia 9.ºA


                                                                            25 de outubro de 1517

Meu querido diário!

Hoje, escrevo-te para te contar o meu dia, que esteve cheio de emoções.
Como sabes, eu e o Anjo não nos damos muito bem e hoje foi mais um daqueles dias de grandes brigas. Discutimos, porque queríamos ver qual de nós iria levar mais gente.
Ah! Ah! Ah! Claro que fui eu, porque muitas pessoas pecam. Raras são aquelas que nunca pecaram e que só querem o bem.
O Anjo, mais uma vez, ficou chateado, mas é assim…
Amigo, tu nem imaginas a quantidade de almas pecadoras que levei atá ao inferno! Era tanta, tanta gente no batel que ele balançava para aqui e para ali… e quase se afundou.
O melhor disto tudo foi que conheci uma diabinha linda, que tinha os cabelos aos caracóis loiros, olhos verdes e um sorriso maravilhoso. Era um sonho de mulher!
Bem, obrigado por me teres ouvido. Amanhã, volto para te contar, mais novidades. 

Até amanhã e dorme bem!

                                                                                          Tânia,9.ºA

 

Amor e amizade: sentimentes que vivem juntinhos, juntinhos................................ Cristiana, 9.ºB

A amizade e o amor são dois sentimentos diferentes, mas, ao mesmo tempo, completam-se um ao outro. Disso ninguém tem dúvidas!

A verdadeira amizade é um sentimento que não se pode comprar nem vender. Ela conquista-se com o passar dos minutos, dos dias, do tempo… Quando andávamos na primária, éramos meninos simples que estávamos a aprender a conquistar a verdadeira amizade. Nós não tínhamos a verdadeira noção do que realmente era esse sentimento tão nobre. Afinal de contas éramos crianças! Ao longo da nossa vida, vamo-nos apercebendo de quem são os verdadeiros amigos. Por vezes, enganamo-nos, porque pensamos que temos verdadeiros amigos e não passam de falsos amigos.
O amor faz parte da nossa vida, desde que vimos o primeiro raio de luz até ao fechar eterno dos olhos. Crescemos com o amor dos nossos familiares/amigos e com amor às coisas que mais gostamos. Eu acho que a vida era muito triste sem o amor! Às vezes, dizem que o amor se faz ódio… Isso é uma coisa que eu não entendo. Para mim, o amor é tão, tão importante.

Em conclusão, eu acho que o amor e a amizade verdadeiros são os pontos mais importantes da nossa vida.

                                                                                                                                                                                                            Cristiana, 9ºB

domingo, 30 de dezembro de 2012

Quem é mais importante na minha vida: o Amor ou a Amizade? ......................................... Mariana, 9.ºA

    O amor e a amizade, apesar de serem sentimentos diferentes, têm muito em comum. Para haver amor é necessário haver também a amizade e vice-versa.
    O amor é o sentimento mais forte e mais intenso que conheço e tanto nos pode fazer sentir a pessoa mais feliz do mundo, como nos pode deixar arrasados e a sofrer. Até é bom sofrer por amor! O pior é sofrer sem ele! O amor pode mudar as pessoas e é por ele que cometemos as maiores loucuras, como, por exemplo, ser injustos com as pessoas. Mas a verdade é que a vida sem o amor perderia a graça.
    A amizade, embora não seja tão forte nem tão intensa como o amor, não deixa de ser importante. São os amigos que nos apoiam tanto nos bons como nos maus momentos e é com eles que nos aconselhamos sobre o que fazer ou não fazer nas melhores e nas piores situações.
    Mas ser amigo não é só isso! Às vezes também é preciso saber dizer um "não", quando merecemos ouvi-lo. Um verdadeiro amigo está presente em todas as etapas da nossa vida. Quem sabe se de uma grande amizade não nasce um grande amor?
Por fim, posso concluir que um grande amor pode acabar, mas uma verdadeira amizade não, pois os amigos são as pessoas que realmente amamos e eternamente amaremos.

Mariana, 9.ºA

A importância do amor e da amizade para a vida humana ......... Inês, 9.ºB

A amizade e o amor são dois sentimentos distintos, mas, ao mesmo tempo, completam-se um ao outro. Disso ninguém tem dúvidas!
Amor… O que será o amor para as pessoas?
Será um abraço? Um beijo? Palavras confortáveis? O amor é isso e muito mais!
Às vezes pergunto-me a mim mesma: o que será que os outros pensam sobre este sentimento tão forte que une as pessoas?
Bem, para mim o amor é um sentimento muito bonito! É um sentimento para a vida toda!
E a amizade? A amizade é um sentimento mais poderoso. Sem amigos o que seria de nós? O que seria do mundo, cheio de pessoas solitárias… Toda a gente tem amigos, mas nem todos são verdadeiros Por isso devemos ter cuidado com as amizades e temos de ver em quem confiamos…
Na minha opinião e por tudo o que foi referido, mais vale uma verdadeira amizade do que um amor falso.
 
Inês, 9.ºB

O valor da amizade e o amor .............. Leonor, 9.ºA

Costuma dizer-se que ninguém escolhe a família, mas com os amigos não acontece o mesmo. O amor que sentimos uns pelos outros é o maior tesouro que alguém pode ter!
Somos nós próprios que escolhemos quem deve fazer parte da nossa rede de amizade.
Ter amigos que nos amam é essencial na nossa vida! São eles que, muitas vezes, no põem um sorriso na cara, são eles que nos limpam as lágrimas quando estamos tristes, são eles que nos dão conselhos para conseguirmos superar aquilo que nos atormenta, são eles que nos ouvem quando nós mais precisamos, são eles que nos aturam e é com eles que temos as melhores brincadeiras. Ter a amizade e o amor de um amigo é ter tudo!
Ter amigos resume-se apenas numa simples palavra: confiança. Mas para manter essa confiança é preciso trabalho. Muito trabalho, aliás! A amizade segue regras. Se falharmos alguma delas, estamos sujeitos a perder algum dos nossos amigos.
Uma amizade pode levar anos a ser construída e, ao mínimo deslize, todos esses anos de trabalho podem acabar no lixo.
Como disse anteriormente, ter um amigo é ter tudo. Por isso, não te esqueças de tratar bem os que te amam, pois são eles que vão cuidar de ti.
 
Leonor, 9.ºA

O amor e a amizade! ........... Catarina, 9.ºB


A amizade e o amor são dois sentimentos diferentes, mas, ao mesmo tempo, completam-se um ao outro. Disso ninguém tem dúvidas!
Para mim, o amor é um sentimento que não nos permite escolher de quem se quer gostar, mas sente-se intensamente, fazendo bater o nosso coração a um passo acelerado. Pelo amor consegue fazer-se tudo, pois é nosso objetivo alcançar a felicidade e evitar a tristeza.
No meu pensar acerca do que é o amor, digo que existem muitas formas de amar e ser amado. Há amor de mãe, pai, irmão ou mesmo de familiares menos próximos. Depois, existe o amor que se sente por alguém que, muitas vezes, é um amigo, que se torna especial. Esse amor é diferente e, muitas vezes, é melhor do que todos os outros. Normalmente sente-se por alguém que começa por ser um simples um amigo, mas que, afinal, não é tão simples como parecia ser. Quando esse amigo é alguém especial, faz-nos sentir seguros, leva-nos a ver a vida com outros olhos e ajuda-nos a relembrar o passado, ver o presente e a pensar no melhor futuro.
Amar alguém é precioso! É algo que não se escolhe por escolher e que não se quer por querer.
Bom, também tenho de lembrar que se, por um lado, o amor que se sente por alguém é um sentimento agradável; por outro lado, pode igualmente conduzir ao sofrimento. Porém, se quisermos, é mais forte do que todos os obstáculos que nele existam.
Já a amizade é algo que se adquire com a convivência com os outros e que se vai construindo com o passar do tempo.
Eu sinto que há amizades que não passam de uma simples amizade. Tal é bem visível quando se regista afastamento físico com essa pessoa amiga, motivado por diversas circunstâncias como a ida para outro local de trabalho ou para outra zona do país /mundo. Isso conduz ao esquecimento dessa pessoa.
As amizades verdadeiras são puras e são de tal forma sinceras e compatíveis que se é capaz de tudo para as salvar. Essa amizade verdadeira não se esquece e, por vezes, é tao profunda que até se confunde com o amor.
Pelo que falei, eu concluo que amar, ser amado e ter verdadeiras amizades é algo que desenvolve a nossa vida, que nos abre o coração e nos faz viver em união com os outros!

                                                                                                                                                                                            Catarina, 9ºB